O anúncio foi feito em São Vicente durante uma visita ao navio Djabraba, embarcação destinada a assegurar a ligação marítima entre a Brava e o Fogo, assim que forem concluídos os trâmites técnicos e burocráticos junto do Instituto Marítimo e Portuário (IMP).
“Este ano há fortes possibilidades de termos mais um navio, o Eugénio Tavares. É um navio grande, do tipo ro-ro [Roll-on/Roll-off], que pode atracar em qualquer porto do país. Aí, sim, teremos mais algum alívio na matéria dos transportes marítimos”, declarou o governante.
João do Carmo informou que o “Eugénio Tavares” já foi adquirido e encontra-se na China, em processo de adaptação técnica para transportar até 250 passageiros e operar nas condições específicas do mar cabo-verdiano.
“Já foi comprado, está em adaptação neste momento. Pode atracar em qualquer porto de Cabo Verde e dará um salto significativo na ligação entre as ilhas”, assegurou, avançando ainda que o Governo quer adquirir mais uma embarcação em 2027 para reforçar a frota nacional.
“Para o ano de 2027 também vamos investir no sentido de termos mais um barco e, com mais dois barcos para além deste, vamos melhorar significativamente a conectividade marítima entre as ilhas”, acrescentou.
Sobre o navio Djabraba, João do Carmo afirmou que ele foi adquirido especificamente para assegurar as ligações na linha Brava–Fogo–Brava, devendo permanecer durante a noite na ilha Brava para garantir a transferência de doentes e responder a outras situações de emergência.
O governante explicou que, concluídas as inspecções, o navio seguirá para a Brava, sendo posteriormente definido o modelo de exploração da linha, através de contrato com um armador.
“Vamos analisar como é que a exploração será feita, provavelmente com contrato com algum armador, aquele que oferecer as melhores condições. O objectivo é servir a população da Brava e do Fogo, mas também o turismo nacional”, avançou.
Durante a visita, o governante disse ter recebido informações técnicas que apontam para o “bom estado de conservação do Djabraba”, embarcação com capacidade para transportar 82 passageiros, que deverá assegurar cinco ligações semanais entre a Brava e o Fogo.
“Nenhuma ilha em Cabo Verde deve ficar isolada. É um princípio e um serviço público que o Estado de Cabo Verde vai garantir”, sublinhou.
João do Carmo esclareceu que o processo de aquisição do navio foi iniciado pelo anterior executivo, mas garantiu que o actual Governo assumiu esse compromisso.
“Encontrámos este negócio feito. Sempre dissemos que todos os compromissos do Estado seriam assumidos por este Governo. Vamos aproveitar este navio para servir a região Brava-Fogo e fazer o melhor uso desta embarcação”, arrematou.
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