SCM assina acordo com ABRAMUS

PorDulcina Mendes,21 fev 2019 14:40

A Sociedade Cabo-verdiana de Música (SCM) e a Associação Brasileira de Música e Artes (ABRAMUS) assinaram esta manhã, na Cidade da Praia, um acordo de reciprocidade, para permitir que as duas entidades de gestão colectiva possam trabalhar em conjunto na defesa dos direitos de autor.

O acordo foi assinado no quadro da missão da Organização Mundial da Propriedade Intelectual a Cabo Verde, que decorrerá até amanhã, na Cidade da Praia, e reúne representantes dos escritórios de direitos de autor, representantes das entidades de gestão colectiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e especialistas da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

Depois da assinatura, a presidente da SCM disse que a sua associação vai, a partir de hoje, representar seis milhões de obras e mais sete milhões de fonogramas do repertório da ABRAMUS.

“Isso significa que até agora estávamos a defender 100 mil obras e, com esse acordo, vamos defender um catálogo muito maior. Temos a consciência de que a música brasileira é muito ouvida em Cabo Verde. Este acordo reforça o catálogo da SCM de uma forma muito significativa”, cita.

Solange Cesarovna acredita que a assinatura é também uma formar de estreitar os laços de amizade e de apoio com a ABRAMUS.

“É uma oportunidade da nossa entidade de gestão colectiva inspirar e apreender com a ABRAMUS, com as suas melhores práticas, porque entendemos que para ter uma entidade de gestão colectiva forte temos que seguir modelos de sucesso que estão a dar resultado a nível mundial”, sublinha.

Para o director-geral da ABRAMUS, Roberto Correia de Melo, é muito importante esse elo entre as duas entidades de gestão colectivas.

“Acho importante esse elo, não só politico, como tecnológico entre as associações. É importante desenvolver o sistema, a ferramenta e forma de defesa e artilhamento de repertório, para que tenhamos integridade de acção, que se projecte para Cabo Verde, Brasil e outros países”, frisa.

Conforme Roberto Correia de Melo, hoje em dia, os repertórios são muito partilhados. “Temos autores brasileiros que fazem música com autores cabo-verdianos. Isso mostra que essa integração cultural, politica, técnica e social determina o aprimoramento da gestão colectiva do mundo lá fora. É isso que queremos, na defesa dos direitos de autor”.

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Autoria:Dulcina Mendes,21 fev 2019 14:40

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  25 mai 2019 23:22

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