Bau e Voginha, satisfeitos com aprovação da Morna a Património Humanidade, apelam à valorização ... cá dentro

PorRádio Morabeza, Sara Almeida,8 nov 2019 14:31

Os músicos congratulam-se com a aprovação da candidatura da Morna a Património Imaterial da Humanidade, anunciada ontem ao final da noite. Num momento, que é de satisfação e alegria, deixam porém também a advertência de que é preciso valorizar mais este género musical, cá dentro, principalmente junto aos mais jovens.

Bau e Voginha são dois nomes incontornáveis da morna. Na manhã seguinte ao anúncio de proclamação da morna como Património da Humanidade, vamos encontrá-los juntos, a ensaiar. O som que se ouve não deixa margens para dúvidas, nem deixa ninguém indiferente. É Morna, essa música que, como refere Bau, “está sobejamente provado que entra na alma de qualquer pessoa”.

Ambos estão felizes com a notícia. 

“Ouvi hoje na rádio e fiquei contente. Extramente satisfeito, porque é um feito do país, da nossa Identidade, que é a morna, e que foi elevada a Património Imaterial da Humanidade", expressa Voginha.

"Não deixa de ser uma coisa louvável para Cabo Verde. Uma pessoa fica contente", corrobora Bau.

Não obstante toda a satisfação por este feito, conquistado pela música que marca a vida e o percurso artístico destes dois guitarristas, há algo consideram ainda mais importante: a devida valorização do género... em Cabo Verde. 

"Ficava ainda ainda mais satisfeito é se, realmente, se tornasse a cultivar esse género musical dentro de Cabo Verde e se aprendesse a tocá-lo como deve ser", sublinha Voginha.

Até porque, critica, “tem uma data de gente que toca morna mariadu".

Assim, actualmente a Morna é já reconhecida internacionalmente. "Só o fenómeno da Cesária Évora já vem comprovar, já não é preciso muito". É em Cabo Verde que se torna mais premente estimar e valorizar a morna, principalmente "pessoal mais novo". E a elevação a Património Mundial poderá ajudar ao aumento dessa estima interna, acredita.

Bau partilha a preocupação com o futuro da morna, que terá de ser assegurado pelas gerações mais novas. 

"Temos medo que daqui a algum tempo, a morna possa, não digo desaparecer, mas não ser tocada genuinamente".

E termina citando vários nomes a quem a Morna deve muito, alguns deles já fisicamente desaparecidos, 

Nomes como Cesária que conseguiu mostrar a morna lá fora, ou Paulino Vieira que se destaca como instrumentista e a nível de arranjos. Ou Bana.  Ou Chico Serra que valorizou a morna no piano".

"Temos de valorizar e dar continuidade", exorta.

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Autoria:Rádio Morabeza, Sara Almeida,8 nov 2019 14:31

Editado porAndre Amaral  em  18 nov 2019 7:19

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