“Aventuras na Grande Biscainhos” de António Ludgero Correia apresentado na Praia

PorDulcina Mendes,7 out 2021 16:15

A livraria Pedro Cardoso apresenta hoje, 7, o livro “Aventuras na Grande Biscainhos” da autoria de António Ludgero Correia, na Biblioteca Nacional, na Cidade da Praia. A apresentação da obra estará a cargo de Maria José Barros (Zezinha Alfama) e Crisanto Avelino Barros.

Segundo o autor, o livro surgiu porque de há uns tempos a esta parte sentiu falta de uma produção literária para os teenagers (em idade e em espírito), pelo que tentou fazer algumas incursões nessa área.

“Em Ritmo de Aventuras'' já foi nesse sentido, para esses destinatários. Foram duas dúzias de narrativas de beira de fogueira, alimentando o repositório da malta juvenil”, esclarece.

Esta obra é formada por cinco aventuras, vividas, mexidas, estilo Enid Blyton, "salvaguardadas as proporções – sou um fã inveterado da imaginação dessa senhora, que decorre da Ponta Temerosa aos sopés do Monte Graciosa”.

Conforme explicou o autor, a ideia do livro é mostrar que de simples convívios com gente bem-intencionada podem nascer estórias para contarmos aos mais novos, aventuras para recordar na velhice, remoçando o sangue, a alma e o intelecto.

Como surgiu a ideia de escrever um livro de aventuras?

De há uns tempos a esta parte que venho sentindo que falta produção literária para os teenagers (em idade e em espírito), pelo que tentei fazer algumas incursões nessa área. “Em Ritmo de Aventuras” já foi nesse sentido, para esses destinatários. Foram duas dúzias de narrativas de beira de fogueira, alimentando o repositório da malta juvenil. Desta feita, são 05 aventuras, vívidas, mexidas, estilo Enid Blyton (salvaguardadas as proporções – sou um fã inveterado da imaginação desta senhora), que decorrem da Ponta Temerosa aos sopés do Monte Graciosa. 05 primos nas Longueiras (nos contrafortes do Pico da Antónia); os mesmos enfrentando mascarados nas trilhas de Curralinhos; 05 colegas do liceu desvendando um mistério e libertando uma sexta em Rui Vaz (na Operação Cinderela); e as aventuras e desventuras de um miúdo dos sopés do Monte Graciosa conquistando a cidade grande, em busca de horizontes mais esperançosos. 05 narrativas que dariam 05 filmes de ação, cada um com 05 coprotagonistas. É ficção ao bom estilo da Enid Blyton, com um pé na realidade a Mário Vargas Llosa ou Gabriel Garcia Marques. Que pretensão e água benta, cada um tem quanto quer.

Que espaços geográficos abrange e porquê?

Quando escrevo, o meu espaço de eleição é o arquipélago dos biscainhos e as ações se passam, em grande medida, na área metropolitana da capital, situada na Biscainho Grande. A Grande Biscainho é um espaço com história e com muitas estórias por contar. E porque está a modernizar-se muito rapidamente, sem deixar registos de espaços e acontecimentos mil que albergou, estas aventuras pretendem ser uma passagem de testemunho para as gerações mais novas. Como o título indica, toas as aventuras têm como cenário a grande ilha, com destaque para o Bairro Craveiro Lopes e a Praia Negra, Curralinhos, Rui Vaz, Longueiras e Pico da Antónia, com remate em Mangue, no sopé do Monte Graciosa.

O livro tem uma mensagem específica?

O livro é dedicado a Fragobá e aos mais velhos Fidjo Moreno e Maninho Fula (os dois primeiros já falecidos e o último, curvado sob o peso da provecta idade, continua protagonizando ‘cenas’). E a dedicatória pretende ser uma homenagem às pessoas que influenciaram a nossa juventude, que nos colocaram em situações aventureiras (para delas nos safarem, depois), permitindo-nos ter estórias para contar. A ideia é mostrar que de simples convívios com gente bem-intencionada podem nascer estórias para contarmos aos mais novos, aventuras para recordar na velhice, remoçando o sangue, a alma e o intelecto. O Fragobá – o Chico de “Aventuras nas Longueiras” e da “Operação Cinderela” - é um primo que nos ensinou a contar estórias, a contornar limites e a viver todos os momentos que se nos depararam; Maninho Fula e Fidjo Moreno me ajudaram a explorar as Longueiras, nos contrafortes do Pico da Antónia, a descobrir passagens secretas e trilhos desafiantes. Podia ter esquecido esses “pequenos” momentos? Claro que podia. Nos esquecemos de tanta coisa da nossa juventude! Mas o melhor de tudo é – na meia idade – recordar os tais “pequenos” momentos”. Tinha razão o fulano que registou esta frase lapidar – recordar é viver. E recordar aventuras vividas, imaginadas ou uma mescla de uma e outra coisa, e ter engenho e arte para os repassar às gerações mais novas, então é como viver duas vezes. No mínimo. E a mensagem é: vivam a vida, registem os destaques, apimentem-nos bem e embrulhem-nos em embalagem ficcional para oferendar aos mais jovens e às gerações futuras. Vão ter o prazer de reviver as coisas boas da vida, vezes sem conta.

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Autoria:Dulcina Mendes,7 out 2021 16:15

Editado porAndre Amaral  em  26 out 2021 23:21

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