Ary Reis inaugura Centro Cultural “Amigo dos Livros” na Praia

PorDulcina Mendes,9 jun 2024 10:00

O jovem artista Ary Reis inaugurou no dia 30 de Maio, um centro cultural chamado “Amigo dos Livros”, um espaço cultural e multiuso, na zona de Ponta Belém, no Platô.

Ary Reis explica que este projecto surgiu do seu apego aos livros e à poesia e que o centro cultural tem como objectivo incentivar a leitura e a escrita criativa.

“O espaço está aberto para servir a toda a comunidade cultural, tendo em conta que funciona como uma pequena galeria. Pode receber até oito obras de arte, mas o espaço funciona também como uma área de lazer, espaço literário, onde as pessoas podem ler e comprar livros”, disse ao Expresso das Ilhas.

O recém-inaugurado centro cultural vai funcionar como biblioteca comunitária, onde se pode alugar livros e mediante uma quantia simbólica de 300 ou 400 escudos mensais, pode-se tornar sócio da biblioteca comunitária.

“Tenho este espaço colocado ao serviço da população, em especial da geração mais nova de Ponta Belém que tem sido fustigado por várias influências negativas. A ideia é de trazer algo mais positivo. Foram as crianças de Ponta Belém que mais me incentivaram e motivaram a continuar neste projecto, porque sempre me batiam à porta a perguntar quando é que o centro estaria pronto”, revela.

Ary Reis sublinha que a ideia não é olhar para ele como empresário, mas como um servidor público. O espaço possui estúdio de fotografia, uma sala de pequenas impressões. “Vamos tentar desenvolver um merchandising à volta da literatura, onde pretendemos fazer camisolas sempre com temas literários, com frases de escritores famosos, não só nacionais, mas também internacionais e alguns brindes, mas sempre dentro do ramo da literatura”.

Conforme o jovem mindelense, o centro visa ser rentável, tendo em conta que o espaço pode gerar até seis postos de trabalho.

“Temos um estúdio de fotografia, uma sala de podcast, que pode funcionar como aluguer, onde as pessoas podem ter o seu projecto de podcast; temos todo o equipamento lá, a pessoa só precisa trazer o seu programa e o seu convidado.

“A ideia é para todos os conceitos que temos no centro. Por mais que ele pareça diversificado, é sempre ligado à literatura, porque a literatura não se consegue dissociar de nada, tendo em conta que a literatura está no cinema, na música e em quase toda a criação artística”, enfatiza.

O centro cultural tem outros serviços como pequenas impressões de camisolas, com o conceito de literatura. Tudo é pensado na literatura, por isso, a ideia é diversificar, mas sem fugir do tema, que é a literatura.

“Temos uma sala de formação que pode receber até 14, onde nós pretendemos trazer técnicos formados em várias áreas, para cursos de Verão”, adianta.

No centro cada sala foi baptizada com o nome de uma individualidade. “A ideia foi homenagear pessoas que têm engrandecido a literatura cabo-verdiana. Por isso há salas com o nome das escritoras Dina Salústio e Vera Duarte”.

“A sala de formação tem o nome de Francisco Silva. Francisco Silva é o homem que me acolheu com seis anos de idade na sua casa e criou-me como um filho. Ele era policial, mas, como costumava dizer, era um polícia que empunhava livros”.

A sala onde funciona a editora tem o nome de “As Marias”. “As Marias em homenagem à minha mãe, que faleceu quando eu tinha dois anos de idade. Também à outra Maria que se tornou a minha mãe adoptiva, que é a esposa de Francisco Silva. E também a várias Marias que surgiram na minha vida”.

“O centro tem ainda um Estúdio de Fotografia dedicado ao meu sogro, que infelizmente morreu durante o período da Covid”, lamentou.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1175 de 5 de Junho de 2024. 

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Autoria:Dulcina Mendes,9 jun 2024 10:00

Editado porJorge Montezinho  em  18 jun 2024 21:21

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