A artista subiu ao palco com uma performance consolidada ao longo dos anos, apresentando temas novos e outros já conhecidos do público.
Nascida na Guiné-Bissau e criada em Cabo Verde, Fattú Djakité é hoje uma referência da nova geração de músicos lusófonos. Cantora, compositora, artista visual e activista social, destacou-se desde cedo pelo seu talento e pela força da sua mensagem.
O seu percurso artístico teve início em 2008, com a participação no programa “Verão 2008”, e ganhou maior projecção em 2012, ao conquistar o terceiro lugar no concurso “Estrela Pop”, em Cabo Verde.
Desde então, lançou o seu primeiro single em 2015, seguido do álbum de estreia, em 2017, produzido por Maurício Pacheco, no Brasil, consolidando uma carreira marcada pela autenticidade e inovação.
Em 2022, apresentou o disco “Praia-Bissau”. Paralelamente, afirma-se como uma voz activa em causas sociais e como uma ponte cultural entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde.
Para encerrar a sua actuação, a cantora convidou os filhos a subirem ao palco, onde tocaram instrumentos musicais, num gesto simbólico para destacar a importância de aproximar as crianças deste tipo de evento cultural.
Em declarações aos jornalistas, Fattú Djakité afirmou que o Kriol Jazz é “um dos maiores festivais de Cabo Verde” e um palco que sempre desejou pisar. “Já tinha estado aqui como back vocal e hoje sinto que é mais um passo importante no meu percurso.”
A artista garantiu ainda estar focada em alcançar palcos internacionais. “O Kriol Jazz é um palco internacional. Quem está aqui pode ver que estou a trabalhar e vou continuar a trabalhar para chegar mais longe. É um palco a que todos os artistas deveriam ambicionar.”
A noite prosseguiu com a actuação do músico senegalês Ismaël Lô, que regressou ao festival levando uma mensagem de paz para África, ao som de ritmos e danças africanas.
Considerado uma lenda da música africana, o artista mostrou-se satisfeito por voltar ao palco do Kriol Jazz, que classificou como “um bom festival”.
Ismaël Lô é reconhecido internacionalmente pela sua habilidade vocal e pela capacidade de transmitir mensagens profundas de paz, amor e esperança. Com composições poéticas e melódicas, influenciadas pelas sonoridades mandingas, deu ao mbalax senegalês um ritmo mais calmo e melódico, criando um estilo próprio que combina ritmos tradicionais e influências folk. É, por isso, frequentemente apelidado de “Bob Dylan africano”.
Seguiu-se a actuação da banda norte-americana Brooklyn Funk Essentials, que levou ao palco uma fusão de soul, hip-hop, jazz, house, spoken word e funk.
A banda apresentou-se com a participação da trompetista e cantora portuguesa de origens cabo-verdianas e angolanas, Jéssica Pina, actualmente integrante do grupo.
Com mais de três décadas de carreira, sete álbuns de estúdio e digressões internacionais, o grupo, formado em Nova Iorque nos anos 90, continua a entusiasmar públicos em todo o mundo, destacando-se pela criatividade e qualidade das suas produções.
A noite foi encerrada pelo artista marroquino Saad Tiouly, que se distingue por um estilo musical marcado por uma psicodelia única e uma performance intensa e enérgica. A sua abordagem expressiva envolveu o público, proporcionando um final vibrante para o festival.
homepage












