Segundo uma nota da CNAD, a exposição propõe um percurso sensorial pela afirmação da identidade cultural cabo-verdiana, através de três eixos essenciais: Memória, Criação e Resistência. Na parte da memória, a exposição resgata as nossas raízes, os documentos, as vozes e as heranças que sustentam quem somos.
Na criação, traz a tradição do artesanato e da panaria, dialoga de frente com a ousadia do design e das artes visuais contemporâneas.
Já na resistência, celebramos a capacidade de transformar a escassez em engenho, a opressão em liberdade e o isolamento em ligação com o mundo.
A mesma fonte realça que a narrativa expositiva, organizada em quatro núcleos, oferece ao visitante uma experiência interativa e imersiva, de forma a entender o fio condutor da instituição até os dias de hoje, numa narrativa coerente e envolvente.
A exposição celebra o meio século da fundação da Cooperativa Resistência (1976), o embrião do CNAD. A Cooperativa Resistência é uma iniciativa nascida da inquietação de um núcleo de artistas e professores dedicados à experimentação, formação, investigação e promoção do artesanato cabo-verdiano, com foco na panaria.
Já em 1977, este colectivo, composto por Manuel Figueira, Luísa Queirós e Bela Duarte, entre outros, ousou criar um Centro Nacional de Artesanato em Cabo Verde. Na sua essência estava a preservação histórica e cultural e a multiplicação dos saberes através do conhecimento transmitido por mestres artesãos do país, como Nhô Griga e Nhô Damásio.
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