Energias renováveis já dão emprego a 11 milhões de pessoas

PorExpresso das Ilhas,13 jun 2019 15:16

Relatório da International Renewable Energy Agency (IRENA) mostra que, no ano passado, 11 milhões de pessoas em todo o mundo trabalhavam na área das energias renováveis. Um aumento relativamente a 2017 e que se relaciona com a crescente aposta que os diferentes países têm feito nesta área.

Até agora, as indústrias de energias renováveis concentravam-se essencialmente nos maiores mercados mundiais como a China, EUA ou a União Europeia. Esse cenário está agora a mudar. Segundo a International Renewable Energy Agency (IRENA) o sudeste asiático está agora a destacar-se e a acompanhar a China no que respeita à criação de empregos nesta área. “Destacam-se países como a Malásia, Tailândia e o Vietnam que foram responsáveis por um maior crescimento dos empregos no ano passado e que permitiram ao continente asiático manter-se como o principal empregador na área das energias renováveis a nível mundial”.

“Além das metas climáticas, os governos estão a priorizar as energias renováveis como um motor de crescimento económico, reconhecendo as inúmeras oportunidades de emprego criadas pela transição para as energias renováveis”, disse Francesco La Camera, director-geral da IRENA. 

“As energias renováveis atendem a todos os principais pilares do desenvolvimento sustentável - ambiental, económico e social. À medida que a transformação global da energia ganha força, essa dimensão do emprego reforça o aspecto social do desenvolvimento sustentável e fornece mais uma razão para os países se comprometerem com as energias renováveis ”.

O solar fotovoltaico e o vento permanecem os mais dinâmicos de todos os sectores de energia renovável. Contabilizando um terço do fluxo total de trabalho com energia renovável, a energia solar fotovoltaica mantém o primeiro lugar em 2018, à frente dos biocombustíveis líquidos, energia hidroeléctrica e energia eólica.

A maior parte da actividade da indústria eólica ainda ocorre em terra e é responsável pela maior parte dos 1,2 milhão de empregos do sector. Só a China é responsável por 44% do emprego global eólico, seguida pela Alemanha e pelos Estados Unidos. A energia eólica marítima poderia ser uma opção especialmente atraente para alavancar a capacidade doméstica e explorar as sinergias com a indústria de petróleo e gás.

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Autoria:Expresso das Ilhas,13 jun 2019 15:16

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  15 set 2019 23:22

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