​“Uma cultura empreendedora não se cria só com uma incubadora” - Luís Matos Martins

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,14 out 2019 12:52

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Luís Matos Martins
Luís Matos Martins

Um ecossistema empreendedor não se faz só com políticas, uma incubadora ou um centro de negócios. São precisas várias medidas para se “respirar empreendedorismo em todo o lado”, a começar pelas escolas, no sentido de fomentar a atitude empreendedora, defende o especialista em empreendedorismo Luís Matos Martins.

O autor do livro “9 formas de empreender com personalidade”, falava em entrevista à última edição do Panorama 3.0, da Rádio Morabeza.

“Não queremos que quem está no quarto ano vá montar o seu negócio. Queremos é que tenha uma atitude empreendedora, uma forma inconformada de olhar o mundo, que se foque nas soluções, não no problema”, defende.

“O que nós temos construído é um ecossistema empreendedor nas escolas, como os alunos e professores, nos organismos públicos, nas empresas, nas fundações, nas associações, tendo uma incubadora, mais programas de formação de fomento ao empreendedorismo. Todo este ecossistema cria-se num território se respirar, em todo o lado, empreendedorismo. Portanto, uma cultura empreendedora não se cria só com uma incubadora”, refere.

Confiança, resiliência, correr riscos, foco, paixão, network, estar preparado para falhar, capacidade de se relacionar com os outros e feedback. Essas são as características principais e condicionantes do empreendedor, apontadas por Luís Matos Martins. Mas é preciso mais para “blindar” uma ideia vencedora.

“Além de ter essas características é preciso muito trabalho, esforço, persistência, aprofundar as ideias de negócio e perceber se essa ideia é desenvolvida por outras empresas, a nível nacional e internacional - o que é que correu bem e o que é que correu menos bem, fazer teste de mercado, falar com potenciais clientes e fornecedores e ir construindo uma estratégia”, aponta.

Para o especialista, o empreendedor tem que pensar como é que quer ser agente de mudança. O Estado tem um papel fundamental no estabelecimento de um plano estratégico para o empreendedorismo e apoio no desenvolvimento de novos negócios.

“Não só medidas de financiamento mas sim medidas que simplifiquem quem quer implementar uma empresa, medidas que permitam a redução de custos e criar infra-estruturas como incubadoras, centros de negócios, proporcionar programas de formação aos empreendedores. Não podemos responsabilizar o Estado por não ter essas medidas, mas era bom que tivesse isso porque alavanca e fomenta muito mais o empreendedorismo”, diz.

Luís Matos Martins considera que a formação é pouco relevante quando se fala em empreendedorismo. O importante é a personalidade e a vontade de fazer. 

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,14 out 2019 12:52

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  4 jun 2020 23:21

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