Presidente da Bolsa de Valores acredita que processo de venda de acções da Cabo Verde Ailines será completamente subscrito

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,3 dez 2019 6:49

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A poucos dias de fechar o dossiê da venda de 7,65% de acções da Cabo Verde Airlines junto da Diáspora, o presidente da Bolsa de Valores disse acreditar que o processo será completamente subscrito.

Manuel Lima falava à Inforpress, à margem de um workshop promovido pelo governo hoje, na cidade da Praia, para capacitar participantes com novos instrumentos e mecanismos de Financiamento para o Desenvolvimento (FFD).

“O processo vai ainda decorrer até o dia 16 Dezembro. Posso dizer que, de facto, a semelhança do que o secretário de Estado já disse, está a decorrer de uma forma bastante positiva”, disse.

Manuel Lima asseverou que faltam poucos dias para fechar esse dossiê, mas que tudo leva a crer que “esse processo vai ser completamente subscrito”.

O processo da venda de 7,65% das acções da antiga companhia aérea estatal junto da diáspora, arrancou em Setembro último.

A venda das 74.650 acções da antiga Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) – entretanto parcialmente privatizada -, cada uma a um preço unitário de 1.457 escudos (13 euros), vai decorrer até 16 de Dezembro de 2019.

O processo faz parte da reestruturação da antiga TACV, em que a primeira iniciativa foi a venda de 51% das acções da empresa aos islandeses da Icelandair, passando a chamar-se Cabo Verde Airlines (CVA).

O Estado de Cabo Verde passou a deter 49% das acções, e optou por vender 10% aos trabalhadores e aos emigrantes cabo-verdianos, num total de 100 mil acções, e os restantes 39% a investidores institucionais (390 mil acções).

Um total de 91 trabalhadores da antiga transportadora aérea pública cabo-verdiana tornaram-se accionistas da empresa, numa operação que aconteceu pela primeira vez, enquadrada no processo de reestruturação da agora privada Cabo Verde Airlines.

Segundo o anúncio feito em 20 de Setembro, em conferência de imprensa, realizada na cidade da Praia, pelo secretário de Estado das Finanças cabo-verdiano, Gilberto Barros, a venda das acções aos trabalhadores da CVA foi iniciada a 01 de Julho e concluída a 01 de Setembro.

Segundo o governante, a venda directa aos 91 trabalhadores foi feita através da Bolsa de Valores de Cabo Verde, num total de 25.350 acções – equivalente a 2,65% do total -, a um preço de 1.457 escudos cada (13 euros), sendo que os trabalhadores tiveram direito a um desconto de 15% em cada acção.

O encaixe financeiro para o Estado foi de 31,4 milhões de escudos (284,8 mil euros), contabilizou Gilberto Barros, indicando que o número de trabalhadores que adquiriram acções corresponde a menos de 30% do total dos cerca de 320 funcionários.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,3 dez 2019 6:49

Editado porSara Almeida  em  4 dez 2019 7:11

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