Empréstimo do Banco Mundial permite a Cabo Verde comprar equipamento médico

PorExpresso das Ilhas, Lusa,3 abr 2020 15:29

O financiamento de cinco milhões de dólares do Banco Mundial a Cabo Verde vai ser permitir reforçar a capacidade laboratorial e comprar máscaras cirúrgicas e luvas para combater a pandemia de COVID-19.

Segundo o contrato de financiamento, aprovado quinta-feira em reunião do conselho de ministros de Cabo Verde, ao qual a Lusa teve hoje acesso, trata-se de um empréstimo que terá de ser obrigatoriamente utilizado até 31 de Março de 2021 e pelo qual o Estado cabo-verdiano pagará uma comissão de serviço à taxa máxima de 0,75% sobre o capital desembolsado.

Os pagamentos começarão a ser feitos duas vezes ao ano a partir de Junho e Dezembro de 2030, uma vez que, conforme explica Olavo Correia num post publicado no Facebook, se trata "de um empréstimo com um período de carência de 10 anos".

empréstimo será feito através da Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA, na sigla em inglês), uma agência do Banco Mundial, e o contrato prevê que o financiamento vise a “implementação de actividades de prevenção, detecção e resposta” no âmbito do Plano Nacional de preparação e Resposta à COVID-19, lançado em Março pelo governo cabo-verdiano.

Desde logo, o financiamento será utilizado na aquisição de material médico e não médico de emergência, como luvas, máscaras cirúrgicas, respiradores, equipamento de protecção dos olhos e batas de isolamento, bem como materiais de prevenção e controlo de infecções para os profissionais de saúde e estruturas de saúde.

Será feito ainda o reforço das capacidades dos laboratórios nas estruturas de saúde, com a aquisição de reagentes para testes à COVID-19, bem como de equipamento de diagnóstico e de suporte de vida, além de camas hospitalares, instrumentos cirúrgicas e de veículos para operações de emergências.

Este financiamento, através da IDA, integra o programa de emergência de 14 mil milhões de dólares (12,9 mil milhões de euros) para os países em desenvolvimento, no âmbito da pandemia de COVID-19.

Cabo Verde cumpre hoje o sexto dia, de 20 previstos, de estado de emergência para conter a pandemia provocada pelo novo coronavírus, com a população obrigada ao dever geral de recolhimento, com limitações aos movimentos, empresas não essenciais fechadas e todas as ligações interilhas suspensas.

Cabo Verde regista seis casos confirmados de COVID-19 no arquipélago, nas ilhas da Boa Vista e de Santiago, além de um óbito. O último caso confirmado surgiu no passado sábado.

O actual estado de emergência em Cabo Verde vigora pelo menos até 17 de Abril, estando o arquipélago fechado ainda a voos internacionais e à acostagem de navios, com excepção de cargueiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da COVID-19, já infectou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil.

Dos casos de infecção, cerca de 190.000 são considerados curados.

A pandemia de COVID-19 afecta já 50 dos 55 países e territórios africanos com mais de 7.000 infecções e 280 mortes, segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC). São Tomé e Príncipe permanece como o único país lusófono sem registo de infecção.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,3 abr 2020 15:29

Editado porSara Almeida  em  30 out 2020 23:20

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