EUA "subestimaram a força" da Huawei

PorExpresso das Ilhas, Lusa,21 mai 2019 8:19

 Ren Zhengfei
Ren Zhengfei

O fundador da Huawei afirmou hoje que os Estados Unidos "subestimaram a força" da gigante chinesa de telecomunicações e prometeu que o desenvolvimento da rede 5G não será afectado pelas recentes medidas de Washington contra o grupo.

"A equipa política americana, pela maneira actual de fazer as coisas, mostra que subestima a nossa força", declarou Ren Zhengfei, numa entrevista à estação estatal chinesa CCTV.

Em contexto de guerra comercial e rivalidade tecnológica entre Pequim e Washington, o Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu na semana passada interditar as exportações de produtos tecnológicos norte-americanos para algumas empresas consideradas "de risco" para a segurança nacional.

O conglomerado Huawei encontrou-se assim na lista negra de Washington. 

"A 5G da Huawei não será afectada" prometeu Zhengfei, acrescentando que "nem daqui a dois ou três anos" outras empresas vão conseguir competir com a gigante chinesa no que diz respeito à quinta geração móvel.

Huawei "em discussão" com Google para responder às interdições dos EUA

A Huawei está em negociações com a Google para tentar encontrar uma solução às restrições impostas pela administração norte-americana, segundo anunciou o fundador da gigante de telecomunicações chinesa.

"A Google é uma boa empresa e altamente responsável. A Google e a Huawei estão em discussão para tentar encontrar uma resposta", disse Ren Zhengfei aos jornalistas, num encontro com a imprensa local em Pequim.

EUA suspendem por 90 dias aplicação de sanções à Huawei

Os EUA suspenderam por três meses as proibições que afectam a Huawei, que vai assim poder utilizar componentes e programas informáticos norte-americanos antes da aplicação efectiva das sanções contra o grupo chinês. Na segunda-feira, o Governo norte-americano pareceu querer acalmar a tensão com os chineses, ao decidir este período transitório de 90 dias, que pode ser aproveitado pela Huawei e os seus parceiros comerciais para se adaptarem.

Em causa está uma decisão da administração norte-americana, segundo a qual a Google e outras empresas norte-americanas vão deixar de fornecer componentes, produtos e serviços à Huawei.

Em resposta, o gigante norte-americano, cujo sistema Android equipa a grande maioria dos 'smartphones' do mundo, anunciou no domingo que teria de cortar o contacto com a Huawei.

Esta medida ia resultar na incapacidade do grupo chinês em aceder a certos serviços do Android e a aplicações como o Gmail (correio eletrónico) e o Google Maps.

No entanto, o Governo norte-americano pareceu querer acalmar a tensão com os chineses, ao suspender esta segunda-feira, por três meses, o sancionamento da Huawei.

O gigante chinês vai assim poder utilizar componentes e programas informáticos norte-americanos antes da aplicação efetiva das sanções contra o grupo fundado por Ren Zhengfei.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,21 mai 2019 8:19

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  19 jul 2019 23:22

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