Presidente guineense critica falta de coordenação entre Bissau e Pequim

PorExpresso das Ilhas, Lusa,7 set 2018 7:39

José Mário Vaz
José Mário Vaz

O Presidente guineense, José Mário Vaz, disse hoje que há falta de coordenação entre o Governo guineense e a China e que por isso o país não tem beneficiado muito da ajuda chinesa.

"Há uma falta de coordenação entre nós e a China e, sobretudo, o embaixador da China na Guiné-Bissau. Temos de evitar fazer chegar os documentos à China sem fazer passar pela própria embaixada, que representa o Estado chinês na Guiné-Bissau. Como não trabalhamos correctamente, talvez por causa disso, também não beneficiamos muito", afirmou o Presidente. 

José Mário Vaz falava aos jornalistas no aeroporto Osvaldo Vieira, momentos após ter regressado de Pequim, onde participou na terceira cimeira do Fórum de Cooperação China-África. 

"No próximo encontro que vou ter com o primeiro-ministro vai nascer no Ministério dos Negócios Estrangeiros uma célula focal, que vai realmente coordenar esse serviço juntamente com o embaixador da China e orientar tudo para que possamos nos próximos três anos utilizar o máximo possível os recursos que estão previstos a nível dos 60 mil milhões de dólares", disse. 

Durante a cimeira de Pequim, que se realizou segunda e terça-feira, o Presidente chinês, Xi Jinping, anunciou 60 mil milhões de dólares (51 mil milhões de euros) em assistência e empréstimos para os países africanos, nos próximos três anos, e um perdão da dívida para as nações mais pobres. 

Em Pequim, as autoridades guineenses e chinesas assinaram também três protocolos para a vinda de mais médicos chineses para Bissau, oferta de arroz e para um projecto agrícola.

Segundo o Presidente guineense, o donativo de arroz tem o valor de três milhões de dólares (cerca de 2,5 milhões de euros) e o projeto agrícola ronda os 14 milhões de dólares (cerca de 12 milhões de euros). 

"É possível fazer muita coisa e em pouco tempo com a China, mas há um problema de organização", disse, mas salientou que a Guiné-Bissau não pode continuar dependente do apoio da comunidade internacional. 

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,7 set 2018 7:39

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  12 nov 2018 3:23

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