CPLP devia fazer mais para a Guiné Equatorial acabar com pena de morte

PorExpresso das Ilhas, Lusa,20 nov 2018 13:10

O director para África do Instituto Real de Relações Internacionais britânico (Chatham House) considerou hoje que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) devia fazer mais para a Guiné Equatorial a acabar com a pena de morte.

"A entrada na CPLP era uma prioridade política do Presidente Obiang, e espero que os bons ofícios do direcção da CPLP e dos membros da CPLP possam encorajar o país a cumprir os compromissos que assumiu", respondeu Alex Vines, quando questionado pela Lusa sobre se a CPLP devia fazer mais para pressionar o país a acabar com a pena de morte.

"A pena de morte é um compromisso óbvio que podia ser facilmente garantido, já o ensino do português é menos urgente", acrescentou o investigador, que esteve em Lisboa a participar na conferência 'Angola: Que mudança?', organizado pela União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA) e pelo Clube de Lisboa.

Sobre a situação política e económica da Guiné Equatorial, Alex Vines disse que tudo gira à volta da sucessão do actual Presidente e recessão que o país atravessa há vários anos.

"A política na GE gira à volta da política de sucessão, a questão é saber quem sucede a Obiang como o próximo Presidente; Gabriel e Teodorin são os dois irmãos que estão em disputa, não gostam um do outro, e o contexto da governação, no que diz respeito aos direitos humanos, tem-se deteriorado, com prisões, e tudo está ligado à situação económica" difícil que o país atravessa.

Para Vines, "a Guiné Equatorial foi um dos países mais fortemente afectados pela queda do preço dos petróleos e o rácio da dívida sobre o Produto Interno Bruto é insustentável, e as pressões aumentaram porque já não há o dinheiro que havia" quando o petróleo, a maior exportação do país, estava mais caro.

No ano passado, o PIB da Guiné Equatorial contraiu-se 3,2%, o que representa uma melhoria face à recessão de 8,6% registada em 2016, o que foi motivado "por um declínio menor da produção de hidrocarbonetos e um modesto aumento de 0,2% no PIB não petrolífero, o que aconteceu pela primeira vez desde 2013", disse o FMI na mais recente avaliação sobre o país, já este mês.

Para este ano, o panorama continua "desafiante", ainda que a implementação do programa de apoio do FMI esteja a "apoiar a confiança do sector privado", mas sem conseguir suster o crescimento negativo da economia, cujo PIB deverá cair 7,7% este ano, mantendo-se 'no vermelho' até 2022, acrescentaram os técnicos do Fundo.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,20 nov 2018 13:10

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  9 ago 2019 23:22

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