Guiné Equatorial envia 1,8 ME para apoiar China no combate à epidemia

PorLusa,6 fev 2020 6:10

O Governo da Guiné Equatorial anunciou o envio de dois milhões de dólares (1,8 milhões de euros) para a China "devido à complicada situação da epidemia de coronavírus que afecta o gigante asiático".

Numa publicação oficial no portal do Governo, que cita um anúncio feito pelo ministro da Informação, e porta-voz governamental, Eugenio Nze Obiang, o executivo equato-guineense anunciou que o montante será "acompanhado por uma mensagem de solidariedade".

O anúncio foi feito após a primeira reunião do Conselho de Ministros da Guiné Equatorial e, segundo Eugenio Nze Obiang, "o apoio e solidariedade à República Popular da China" foi o único ponto na ordem do dia.

"Impactado pela dimensão da tragédia, o chefe de Estado decidiu colocar à disposição deste povo irmão a soma de dois milhões de dólares, para enfrentar as despesas e outras ações relacionadas, para pôr fim a esta dramática situação humanitária", refere o comunicado no portal do Governo de Malabo.

O porta-voz do executivo afirmou que a China "tem sido um parceiro estratégico para o desenvolvimento da Guiné Equatorial".

O ministro apontou também que as suspeitas de infectados com o novo coronavírus na Guiné Equatorial foram apenas um alarme e que "foram tomadas as medidas preventivas apropriadas"

A China elevou esta quarta-feira para 490 mortos e mais de 24.300 infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena.

Foram 64 as mortes na China registadas em 24 horas, segundo as autoridades de Pequim.

A primeira pessoa a morrer por causa do novo coronavírus fora da China foi um cidadão chinês nas Filipinas.

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há outros casos de infeção confirmados em mais de 20 países, com o último novo caso identificado na Bélgica.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou na quinta-feira uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

A doença foi identificada como um novo tipo de coronavírus, semelhante à pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que varia entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado.

Os sintomas associados à infeção causada pelo novo coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.

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Autoria:Lusa,6 fev 2020 6:10

Editado porSara Almeida  em  21 fev 2020 17:19

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