Má qualidade leva UE a suspender entrega de máscaras compradas à China

PorExpresso das Ilhas, Lusa,14 mai 2020 15:29

A Comissão Europeia anunciou hoje a suspensão da entrega de 10 milhões de máscaras de protecção individual de fabrico chinês aos Estados-membros e ao Reino Unido, após dois países se terem queixado da má qualidade dos equipamentos.

No âmbito dos esforços para enfrentar a crise do novo coronavírus, o executivo comunitário começou este mês a enviar lotes de máscaras de protecção individual para os profissionais de saúde do espaço europeu.

Após o envio de um primeiro lote de 1,5 milhão de máscaras para 17 dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE) e Reino Unido, o ministro da Saúde da Polónia, Lukasz Szumowski, divulgou que as 600 mil máscaras recebidas pelas autoridades polacas não tinham os certificados europeus e não cumpriam as normas médicas exigidas para a respectiva distribuição.

"Decidimos suspender as futuras entregas destas máscaras", afirmou o porta-voz do executivo comunitário para a saúde pública, Stefan De Keersmaecker.

"Vamos ver que medidas precisam de ser tomadas se existir realmente um problema de qualidade com estas máscaras", indicou o porta-voz.

Segundo Stefan De Keersmaecker, outro Estado-membro, os Países Baixos, também identificou, até ao momento, problemas similares.

Todos os lotes de máscaras foram comprados a um fornecedor da China através de um fundo da UE.

Estava previsto que os lotes fossem distribuídos, em parcelas semanais, ao longo de seis semanas.

Citado pelas agências internacionais, Stefan De Keersmaecker frisou que a Comissão Europeia seguiu de forma escrupulosa todas as medidas de controlo quando comprou as máscaras de protecção individual, bem como verificou se eram utilizáveis.

"Caso seja necessário, é claro que iremos tomar as medidas legais necessárias", afirmou o porta-voz.

Stefan De Keersmaecker acrescentou que a comissária europeia da Saúde e Segurança dos Alimentos, Stella Kyriakides, alertou, entretanto, todos os países que já tinham recebido estes equipamentos para os potenciais problemas, tendo pedido aos Estados para fornecerem informações sobre os respectivos lotes.

"É de extrema importância que os equipamentos de protecção individual enviados pela Comissão sejam de alta qualidade", disse o porta-voz comunitário.

"Isso é fundamental porque este equipamento é usado por cidadãos e por profissionais do setor de saúde", concluiu Stefan De Keersmaecker.

Desde que o novo coronavírus foi detectado na China, em Dezembro do ano passado, a pandemia da doença COVID-19 já provocou mais de 297 mil mortos e infectou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço da agência de notícias France Presse (AFP).

Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em Fevereiro, o continente americano passou agora a ser o que tem mais casos confirmados (1,88 milhões contra 1,81 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (113 mil contra 161 mil).

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,14 mai 2020 15:29

Editado porSara Almeida  em  20 set 2020 23:20

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