OMS: cinco chamadas à acção na luta contra a pandemia de Covid-19

PorExpresso das Ilhas, ONU News,10 abr 2021 9:57

É a hora de investir na saúde como um motor para o desenvolvimento
É a hora de investir na saúde como um motor para o desenvolvimento

Para combater a crise global do coronavírus, a Organização Mundial da Saúde lançou um apelo para melhorar a saúde de todos; a pandemia pode ter lançado entre 119 milhões e 124 milhões de pessoas na pobreza extrema durante o ano passado.

A OMS afirma que com a recuperação da pandemia, os países têm uma oportunidade única de melhorarem os seus sistemas de saúde com medidas que levem ao acesso universal.

A agência da ONU lista cinco acções urgentes que podem transformar para melhor os sistemas nacionais de saúde.

Acelerar o acesso equitativo às tecnologias de combate à Covid-19 entre os países

Vacinas seguras e efectivas foram desenvolvidas e aprovadas a uma velocidade recorde. O desafio agora é assegurar que estão disponíveis para todos. O ponto-chave é o apoio adicional à Covax, a parceria liderada pela OMS, para acelerar a produção e entrega de vacinas a países de rendimento baixo e médio. Também conhecido como acelerador ACT, o mecanismo espera alcançar 100 países e economias nos próximos dias.

Mas apenas vacinas não derrotam a pandemia. Produtos como oxigénio e equipamento de protecção pessoal, testes de confiança e medicamentos são vitais.

O ACT tem como objectivo testar e tratar centenas de milhões de pessoas em países em desenvolvimento. São ainda necessários 22,1 mil milhões de dólares.

Investir em cuidados primários de saúde

Pelo menos metade da população mundial ainda precisa de acesso aos serviços essenciais de saúde. Mais de 800 mil pessoas gastam pelo menos 10% das receitas nesses cuidados, e gastos extras com saúde levam quase 100 milhões de pessoas à pobreza todos os anos.

À medida que os países avançam no pós-pandemia, será vital evitar os cortes nos gastos públicos para saúde e outros sectores sociais.

Os governos devem alcançar as metas recomendadas pela OMS: destinar 1% adicional do Produto Interno Bruto, PIB, aos cuidados primários de saúde. Estas medidas, em países de baixo e médio rendimento podem evitar 60 milhões de mortes e elevar a esperança de vida em 3,7 anos até 2030.

Os governos também precisam reduzir a procura global de 18 milhões de trabalhadores de saúde, necessária para conseguir a cobertura universal de saúde até 2030. Isto inclui a criação de pelo menos 10 milhões de novos postos de trabalho.

Priorizar protecção de saúde e social

Em muitos países, os impactos socioeconómicos da Covid-19 causaram desemprego, aumento da pobreza, pausas no sistema educativo, ameaças à segurança alimentar e outros factores que ultrapassaram as fronteiras da saúde.

Algumas nações aumentaram mecanismos de protecção social para mitigar esses efeitos negativos, mas muitos ainda enfrentam o desafio de encontrar os recursos para acções concretas.

Criar comunidades mais seguras, inclusivas e saudáveis

A falta de serviços sociais em algumas comunidades leva-as a um círculo de insegurança e doença. O acesso à habitação saudável, em áreas seguras, e com serviços adequados de educação e lazer, é a chave para alcançar a saúde para todos.

Cerca de 80% da população mundial que vive na pobreza extrema estão em áreas rurais. Hoje, oito em cada 10 pessoas, que precisam de água potável residem no campo, assim como sete em cada 10 pessoas que não têm acesso ao saneamento básico.

Essas comunidades precisam, urgentemente, de mais investimento e de meios sustentáveis de subsistência assim como de um melhor acesso a tecnologias digitais.

Fortalecer sistemas de dados e informações de saúde

Aumentar a disponibilidade de dados rápidos e de alta qualidade, discriminados por sexo, rendimento, educação, etnia, raça, género e habitação é essencial.

A monitorização da desigualdade deve ser uma parte de todos os sistemas nacionais de informação sobre saúde.

Uma avaliação global recente mostrou que apenas 51% dos países incluíram esses dados discriminados por categorias nos relatórios nacionais.

As pessoas mais vulneráveis, pobres e discriminadas são as que têm mais possibilidades de não serem retratadas nos dados. O director-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirma que chegou a hora de investir na saúde como um motor para o desenvolvimento. 

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Autoria:Expresso das Ilhas, ONU News,10 abr 2021 9:57

Editado porJorge Montezinho  em  16 jun 2021 23:21

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