Vacinas: Portugal eleva fasquia e doa três milhões de doses aos PALOP e Timor-Leste

PorExpresso das Ilhas, Lusa,17 jul 2021 17:51

O primeiro-ministro português, António Costa, anunciou hoje que Portugal vai triplicar a oferta de vacinas aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste, passando para de um para três milhões de doses, no combate à covid-19.

Na conferência de imprensa final após o encerramento da XIII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), António Costa recordou que Portugal se tinha comprometido a oferecer 5% do total de vacinas, mas as contas mais recentes permitem disponibilizar quatro vezes mais.

No caso dos PALOP e Timor-Leste, “iremos triplicar e passar de um milhão para três milhões o número de vacinas a distribuir. De acordo com aquilo que é o cálculo que nós temos de vacinas que vamos poder disponibilizar” será possível doar “um total de quatro milhões de vacinas”.

“Por isso, temos mais um milhão que afectaremos a outros programas, designadamente poderemos alargar ao Brasil, aos países da América Latina ou poderemos simplesmente integrar o mecanismo Covax, sem nenhum destinatário específico”, disse António Costa.

“No caso dos PALOP e Timor-Leste, triplicamos este nosso compromisso” porque o “vírus não conhece fronteiras”.

Após Portugal cumprir a sua “meta da imunização comunitária”, se “não avançamos com a imunização à escala global, nenhum de nós está verdadeiramente protegido”, explicou António Costa.

“Trata-se de um reforço muito significativo da nossa cooperação internacional. […] temos vindo a adquirir novas vacinas porque, com as restrições que os diferentes países foram impondo e que não totalmente coincidentes, há vacinas que estão hoje disponíveis”, disse.

“Parte das novas aquisições temos utilizado de aceleração do nosso processo vacinação, mas também no nosso portefólio de vacinas há vacinas que não vamos utilizar e que vamos naturalmente disponibilizar”, privilegiando “os países que nos são mais próximos”, disse António Costa.

O primeiro-ministro português e o ministro dos Negócios Estrangeiros daquele país, Augusto Santos Silva, destacaram que Portugal tem dado outro tipo de apoios além do fornecimento de vacinas, como é o caso de analgésicos para o Brasil, ou a disponibilização de apoio técnico, ventiladores, equipamentos de proteção individual, camas, formação, consumíveis e recursos para testes e análises clínicas.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,17 jul 2021 17:51

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  28 jul 2021 12:19

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