Grupo Wagner recrutou europeus para acções de destabilização nos países da NATO

PorExpresso das Ilhas, Lusa,16 fev 2026 8:17

A equipa de recrutamento da empresa russa de mercenários Wagner é actualmente um canal para operações de sabotagem organizadas pela Rússia na Europa, disseram fontes de serviços de informações ocidentais, citados hoje pelo jornal britânico Financial Times.

De acordo com as mesmas fontes, os especialistas do grupo Wagner, que anteriormente tinham como missão persuadir jovens russos a combater na Ucrânia, estão agora envolvidos no recrutamento de cidadãos europeus "economicamente vulneráveis" para realizarem actos de violência nos países da Aliança Atlântica.

A situação do grupo Wagner modificou-se após a intentona contra a liderança militar russa, em Junho de 2023, e que levou à morte do fundador, Yevgeny Prigozhin.

O Financial Times indicou na edição de hoje que o departamento de informações militares da Rússia (GRU) "está a utilizar os talentos disponíveis", referindo-se ao grupo Wagner.

Tanto o GRU como o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) têm-se tornado muito activos na procura de potenciais agentes na Europa para "instalar o caos", acrescentou o jornal britânico.

O Financial Times sublinhou que, nos últimos dois anos, Moscovo expandiu uma campanha de sabotagem em toda a Europa com o objectivo de enfraquecer a determinação das potências ocidentais no apoio à Ucrânia e provocar movimentos de agitação social.

Para o GRU, a rede Wagner tornou-se numa ferramenta particularmente eficaz, embora rudimentar, para atingir objectivos, disseram altos funcionários dos serviços de informações e de segurança europeus ao Financial Times.

Os membros do grupo Wagner encarregaram os agentes recrutados para realizarem ataques contra veículos pertencentes a políticos e armazéns contendo ajuda humanitária para a Ucrânia.

Os elementos recrutados foram motivados pelo dinheiro e são frequentemente indivíduos marginalizados socialmente, acrescentou o jornal.

O FSB tende a basear-se em redes criminosas e da diáspora com as quais cultivou laços no estrangeiro, mas tem sido menos eficaz no recrutamento.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,16 fev 2026 8:17

Editado porAndre Amaral  em  16 fev 2026 10:53

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