"É a maior despesa em defesa da parte europeia da NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] desde a Segunda Guerra Mundial e isso é extremamente positivo", disse Mark Rutte, à entrada para uma reunião ministerial no quartel-general da organização político-militar, em Bruxelas, capital da Bélgica.
O secretário-geral da Aliança Atlântica considerou que este investimento "é necessário para combater ameaças de longo prazo".
Questionado sobre as expectativas para a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros de hoje e de sexta-feira, Mark Rutte (ex-primeiro-ministro dos Países Baixos) respondeu que "não ficaria surpreendido se o Ártico fosse uma questão abordada".
O secretário-geral da NATO sustentou que há vários países da organização (Estados Unidos da América, Canadá, Islândia, Dinamarca, Noruega e Finlândia) preocupados em "assegurar a segurança naquela parte do mundo".
Considerando importante olhar para a actividade de Pequim - que "está a criar passagens pelo Ártico" - e de Moscovo, Mark Rutte alertou que a "falta de quebra-gelos é um problema" que tem de ser solucionado e estes países "estão a trabalhar em conjunto".
As declarações do responsável político máximo da NATO, uma repetição da conferência de imprensa de quarta-feira que antecipou a reunião de hoje, surgiram na mesma altura em que o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, subiu o tom em relação à pretensão de anexar a Gronelândia, região autónoma da Dinamarca.
Na semana passada, o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, visitou instalações militares dos Estados Unidos da América na Gronelândia.
A visita foi recebida com críticas por parte da população e do órgão executivo local, que rejeita qualquer pretensão norte-americana daquele território.
Desde que Trump recuperou esta narrativa, que já tinha décadas na política norte-americana, os líderes de vários países da União Europeia criticaram as declarações do republicano e a ideia de que era possível anexar o território de um país considerado aliado.