Delegação do Irão chega ao Paquistão para negociações com EUA

PorExpresso das Ilhas, Lusa,9 abr 2026 8:12

As autoridades do Irão confirmaram que uma delegação oficial do país chegará hoje à capital do Paquistão, Islamabad, para conversações diplomáticas com os Estados Unidos.

"Apesar do cepticismo entre a opinião pública iraniana, devido às repetidas violações do cessar-fogo pelo regime israelita para sabotar a iniciativa diplomática, a delegação iraniana chegará esta noite a Islamabad, a convite do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, para conversações sérias fundamentadas nos 10 pontos propostos pelo Irão", afirmou o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moqadam, numa mensagem nas redes sociais.

Sharif anunciou na quarta-feira um acordo de cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os Estados Unidos e convidou delegações de ambos os países para se reunirem esta sexta-feira em Islamabad.

A delegação norte-americana será chefiada pelo vice-presidente do país, J.D. Vance, confirmou na quarta-feira a Casa Branca.

Este encontro tem como objectivo iniciar contactos para um acordo definitivo, após mais de um mês de ofensiva israelo-americana, lançada a 28 de Fevereiro em plena negociação entre Washington e Teerão para alcançar um novo acordo nuclear.

O chefe do Executivo paquistanês sublinhou na sua mensagem que "Irão e Estados Unidos, juntamente com os seus aliados, acordaram um cessar-fogo imediato em todo o lado, incluindo o Líbano e outros locais".

Israel, porém, afirmou pouco depois que o Líbano não estava incluído no acordo e lançou a maior vaga de bombardeamentos contra o país, causando mais de 250 mortos e um milhar de feridos.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Levitt, declarou posteriormente que o Líbano não fazia parte do acordo, com o Irão a criticar que a mensagem publicada por Sharif tinha mencionado especificamente que o Líbano estaria incluído.

As autoridades iranianas anunciaram ainda o abate de dois drones israelitas que entraram no seu espaço aéreo, descrevendo que estas incursões constituíam igualmente violações do cessar-fogo, e ameaçando responder caso os incidentes se repetissem.

O próprio Sharif reconheceu horas depois "violações do cessar-fogo em alguns locais ao longo da zona de conflito" e argumentou que estas "minam o espírito do processo de paz".

"Peço encarecidamente a todas as partes que demonstrem moderação e respeitem o cessar-fogo de duas semanas, como acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel principal rumo a uma solução pacífica do conflito", acrescentou.

As dúvidas sobre a viabilidade do acordo temporário incluem a posição dos Estados Unidos relativamente à recusa de permitir que o Irão continue a enriquecer urânio, parte dos dez pontos divulgados por Teerão como base aceite por Washington para negociar.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nas últimas horas que essa proposta é um "boato", apesar de anteriormente ter considerado que seria uma "base viável para negociar".

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,9 abr 2026 8:12

Editado porAndre Amaral  em  9 abr 2026 13:19

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