O estado de Zamfara, como outros estados do norte da nação mais populosa de África, enfrenta uma insegurança multifatorial, entre as gangues armados, localmente chamadas de 'bandidos', que saqueiam aldeias, sequestram e aterrorizam os habitantes, e a presença de grupos extremistas islâmicos, principalmente ativos no nordeste e em alguns países vizinhos.
Há meses, a Nigéria enfrenta um aumento dos ataques no norte do país, forçando o Presidente, Bola Tinubu, que disputará um segundo mandato em janeiro próximo, a declarar estado de emergência de segurança em Novembro.
Domingo à noite, "os bandidos emboscaram viajantes no eixo rodoviário Magami-Dansadu no governo local de Gusau (...) mataram 30 pessoas, incluindo civis, caçadores e um guarda comunitário, e feriram muitas outras", indica-se no relatório.
"As forças de segurança responderam ao ataque e mataram vários bandidos após troca de tiros", especifica-se no texto.
Segundo o relatório de segurança, 'bandidos' que operam nas florestas vizinhas tinham raptado viajantes e matado um condutor em 25 de abril na mesma estrada.
Num comunicado hoje publicado, o exército nigeriano indicou ter, no mesmo estado de Zamfara, "matado vários terroristas" no domingo.
A violência relacionada com os 'bandidos' tem em parte origem em conflitos entre pastores e agricultores em torno do acesso a recursos limitados, nomeadamente água e terras.
Estas tensões são agravadas pelas mudanças climáticas.
Estes confrontos intercomunitários evoluíram progressivamente para o desenvolvimento de redes organizadas especializadas no roubo de gado e no rapto para resgate.
O Governo nigeriano tem destacado tropas no estado de Zamfara desde 2015 para combater estes grupos armados, mas a violência persiste.
As autoridades locais também tentaram, em várias ocasiões, negociar acordos de paz com os 'bandidos', sem conseguir pôr fim de forma duradoura aos ataques.
Foto: depositphotos
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