"Estamos a assumir o controlo do estreito. Eles já não têm nada a perder", declarou Trump em entrevista à cadeia televisiva Fox News, referindo-se ao Irão e às negociações mantidas nos últimos dias entre Washington e Teerão.
Segundo o Presidente norte-americano, as conversações prolongaram-se durante cerca de 11 horas e permitiram alcançar um entendimento inicial, mas as autoridades iranianas terão posteriormente apresentado novas exigências, levando ao fracasso das negociações.
Trump justificou ainda a resposta militar norte-americana, alegando que a República Islâmica está "a ser derrotada" no conflito e acusando Teerão de romper o cessar-fogo estabelecido ao abrigo de um acordo preliminar alcançado em junho.
Entretanto, a Autoridade do estreito de Ormuz do golfo Pérsico confirmou o encerramento da passagem marítima, alegando que a decisão foi tomada "devido a recentes ações hostis das forças norte-americanas".
Num comunicado, a entidade iraniana afirmou que a travessia do estreito é atualmente inviável e que a emissão de autorizações para navegação só será retomada quando forem restabelecidas a estabilidade e a segurança.
No domingo, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o encerramento do estreito de Ormuz "até nova ordem", alegando que uma embarcação mercante cipriota desrespeitou instruções das forças iranianas na zona.
A organização avisou que nenhuma embarcação poderá atravessar o estreito enquanto persistir o que classificou como "intervenção" dos Estados Unidos na região.
O anúncio foi seguido por uma nova escalada militar entre Washington e Teerão, com ataques aéreos norte-americanos que, segundo o Comando Central dos Estados Unidos, constituíram uma resposta à ação da Guarda Revolucionária contra o navio mercante.
Foto: dpeositphotos
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