PJ nega que pacote de cocaína tenha resistido à inceneração

A Polícia Judiciária (PJ) refuta e diz serem falsas as informações que circulam na internet sobre um suposto pacote de cocaína que teria resistido à incineração dos 9.570 quilos de droga apreendida no âmbito da operação “ESER”.

Durante a queima da cocaína, a 2 de Fevereiro, na lixeira da Praia, foram observados todos os procedimentos de segurança e realizado teste laboratorial aos resíduos (de cor branca) que resultaram da queima, logo após a incineração, tendo os mesmos reagido negativamente, garante a PJ.

“Igualmente, hoje foram realizados novos testes laboratoriais aos resquícios que ainda permaneciam no local, tendo os mesmos reagidos para carbonato de cálcio”, realça a PJ, em comunicado.

A Polícia Judiciária assegura que tudo não passa de uma tentativa de pôr em causa a seriedade da operação, bem como a imagem da PJ e o bom-nome das instituições que estiveram envolvidas durante o processo.

“Neste sentido, e para tranquilizar a sociedade cabo-verdiana, a PJ refuta, categoricamente, as informações que estão a ser veiculadas nas redes sociais”, lê-se.

No mesmo documento, a instituição policial informa que “tem sido prática, logo após a inceneração de drogas, indivíduos ligados ao mundo de tráfico e do consumo de estupefacientes deslocarem-se ao local da queima, na esperança de encontrar algum vestígio, pelo que a situação não é nova e não coloca em causa à credibilidade da instituição Polícia Judiciária”.

A Polícia Judiciária apreendeu, na quinta-feira, 31 de Janeiro, no Porto da Praia, 260 fardos com o peso bruto de 9.570 quilos de cocaína a bordo do navio ESER, de bandeira do panamá. O cargueiro tinha saído do Panamá e dirigia-se ao porto de Tânger, em Marrocos. A atracagem no porto da Praia aconteceu por causa da morte de um dos tripulantes do navio.

Na sequência da operação, foram detidos 11 cidadãos, todos de nacionalidade russa, que presentes às autoridades judiciárias competentes, no sábado, dia 02 de Fevereiro, ficaram em prisão preventiva.

A operação aconteceu depois de um processo de instrução resultante da troca de informação operacional com o MAOC-N (Maritime Analysis and Operations Centre - Narcotics) com sede em Lisboa.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Rádio Morabeza,5 fev 2019 15:15

Editado porFretson Rocha  em  17 ago 2019 23:22

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