Ordem dos Médicos vai discutir Lei de transplante de órgãos

PorDulcina Mendes,17 jan 2020 15:00

A Ordem dos Médicos vai discutir esta sexta-feira, na 15ª Assembleia Geral, a lei de transplante dos órgãos. A proposta de lei já está no gabinete do ministro.

Esta informação foi avançada esta quinta-feira, pelo bastonário da Ordem dos Médicos, Danielson Veiga, no âmbito da cerimónia de homenagem aos médicos. 

“Pensamos que Cabo Verde já tem a competência técnica para fazer isso. Se essa lei for aprovada vamos ter essa prática em Cabo Verde, temos muitos doentes que estão a fazer hemodiálise que vão fazer o transplante e conseguinte ter uma vida normal”, aponta.

Sendo um assunto muito delicado, o bastonário da Ordem dos Médicos afirma que esse tema será discutido na Assembleia Geral que acontece esta sexta-feira.

“Vamos falar da parte ética e deontológica, porque é um assunto muito delicado, e lá fora muitas pessoas não concordam com a regra de transplante sobretudo as religiosas. Pensamos que essa lei vai ser aprovada porque estamos num país democrático e temos um certo liberalismo”, assegura.

Para Danielson Veiga, a classe médica cabo-verdiana já está preparada para o transplante de rins. “Foi aceite a hemodiálise em Cabo Verde, e isso quer dizer que o Governo já tinha em mente a implementação dessa lei, porque realmente só fazer hemodiálise não serve, uma pessoa não pode ficar a ir ao hospital de três em três dias para fazer hemodiálise”. 

Conforme disse, não é difícil fazer o transplante, mas sim fazer a prevenção de rejeição. “O mais difícil é a prevenção de rejeição, porque vão usar um órgão que não é deles e o nosso organismo só reconhece aquilo que é nosso. Então para que não haja rejeição é necessário a importação de medicamentos que muitas vezes são caros”. 

“O documento já está no gabinete do ministro e penso que vai ser possível aprovar essa lei, que para nós é fundamental para a saúde dos nossos doentes”, avisa.  

Por outro lado, disse que não concordam que somente o INPS trate do seguro de saúde. “Deve existir um seguro privado de saúde. Quanto mais empresas de seguros aparecerem melhor será o custo, porque o custo de saúde vai baixar muito”. 

Ainda na Assembleia Geral, avança, vão ser discutidas as preocupações dos médicos, carreira médica, estatuto da Ordem, a lei do acto médico, regulamentos e código deontológico da profissão.

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Autoria:Dulcina Mendes,17 jan 2020 15:00

Editado porSara Almeida  em  5 jun 2020 23:20

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