Policia Nacional com carga horária excessiva e insuportável- SINAPOL

PorAilson Martins, Rádio Morabeza,25 nov 2021 14:16

Conferencia de imprensa do Sindicato Nacional da Polícia Nacional
Conferencia de imprensa do Sindicato Nacional da Polícia Nacional Rádio Morabeza

A carga horária da Polícia Nacional continua a ser "excessiva e insuportável". A denúncia foi feita hoje pelo presidente do Sindicato Nacional da Polícia Nacional (SINAPOL), durante uma conferência de imprensa proferida na cidade da Praia.

José Barbosa diz que a carga horária excessiva no seio da corporação não deve vingar a ponto de destruir o trabalhador, ou fragilizá-lo na sua saúde física e psicológica.

“Porem a carga horária continua sendo excessiva e insuportável, agredindo terrivelmente o estado emocional e profissional da Policia Nacional. Tal excesso não deve vingar, a ponto de destruir trabalhador, ou fragilizá-lo na sua saúde física e psicológica. Nada o compensa, salvo quando paga monetariamente cada hora de serviço prestado ao Estado. A dívida contraída mediante a prestação do serviço remunerado tem sido negociada pela Direcção Nacional da Polícia Nacional sem qualquer legitimidade, desobrigando particulares, entidades públicas e privadas a cumprir as suas obrigações, isto é, a não pagar pelos serviços prestados, prejudicando, assim, intencionalmente os operacionais da PN”, avança.

José Barbosa avança ainda que a Polícia Marítima está abandonada à sua sorte, com suspensão injustamente do direito a emolumentos, e que a Guarda Fiscal continua sem direito ao subsídio da Condição Policial.

O sindicalista avança ainda que há um declínio notório no seio do quadro dos recursos humanos da Polícia Nacional.

“No quadro de recursos materiais é evidente, também, o estado inseguro da frota auto. A inspecção das viaturas policiais é proibida. E o normal tem sido obrigar o condutor, o polícia, visado nos acidentes, a custear os danos da viatura. O armamento da Polícia Nacional é delicado e crítico, pior é que há gente a trabalhar em diligências delicadas sem arma. O fardamento padece de qualidade e, muitos operacionais não têm, sequer, cartão de identificação. Outros tantos, ainda, trabalham sem um espaço digno, sem casa de banho, sem água potável, sem sala de refeição. Quantos são aqueles que se encontram prejudicados, protelados injustamente na lista de antiguidade?”, Questiona.

O presidente do Sindicato Nacional da Polícia Nacional (SINAPOL), José Barbosa, diz ainda que “há oficiais que cometeram ou abafaram crimes gravíssimos", no entanto, são poupados e protegidos. 

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Autoria:Ailson Martins, Rádio Morabeza,25 nov 2021 14:16

Editado porAndre Amaral  em  1 dez 2021 14:19

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