“O 5G é uma tecnologia disruptiva a nível mundial, com particular impacto para Cabo Verde, sobretudo na componente tecnológica. Esta tecnologia deverá proporcionar uma ultra grande largura de banda, cerca de 10 vezes superior àquela a que estamos habituados com o 4G, bem como uma latência muito baixa, essencial para aplicações em tempo real, como jogos e sistemas de controlo de movimento. Além disso, permite a utilização massiva de dispositivos AIoT. Portanto, estas são as principais características da tecnologia 5G”, defende.
Segundo o responsável, o lançamento comercial do 5G em Cabo Verde está previsto para o período entre 2027 e 2028 e a sua implementação deverá começar nas zonas urbanas, posteriormente alargada de forma gradual a outras áreas do país.
Valdemar Monteiro garante que o 5G poderá oferecer um desempenho superior ao Starlink, devido à menor distância de transmissão e à maior eficiência tecnológica, o que assegura uma melhor qualidade de ligação.
“Posso dizer que o 5G é melhor do que a Starlink, isto é um princípio simples das telecomunicações. Podemos usar tecnologias base semelhantes, mas temos uma distância muito maior que a satélite e nós temos aqui os sites que têm tecnologia semelhante, mas mais próxima. Portanto, é expectável que as condições dadas por 5G sejam melhores que as de Starlink, mas é por questões simples, questões físicas, distância. As distâncias que eles usam para satélite são mais distantes, portanto, a tecnologia de 5G e a capacidade de afinação é um tratamento de mais proximidade. Nós temos outras possibilidades de chegar, chegar a um site não é como chegar a um satélite”, garante.
Para o administrador do TechPark, Carlos Delgado, a introdução desta fase piloto no Parque Tecnológico de Cabo Verde alinha-se com o trabalho desenvolvido na promoção da inovação, bem como no teste e desenvolvimento de soluções tecnológicas.
“O TechPark é um espaço para fazer experiência, inovação e transformar ideias em realidade, então a colocação da experiência piloto de 5G no TechPark vai ao encontro do que fazemos aqui no TechPark, ou seja, a ideia é trazer para um ambiente onde temos toda a infraestrutura montada de forma a começar a desenvolver soluções de startups, de telemedicina para uma zona que tem toda a infraestrutura preparada para”, salienta.
O administrador sublinha ainda que esta inovação representa uma mais-valia para as empresas instaladas no TechPark, uma vez que permite o desenvolvimento e a experimentação de soluções em tempo real.
Esta fase piloto terá a duração de 12 meses e decorre no TechPark, na cidade da Praia.
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