Atlermiro Neves explicou que a associação adquiriu os mil quilos de pescado para doar a diferentes comunidades, com o propósito de reforçar a dieta alimentar das famílias com menos recursos, numa iniciativa que teve como parceiros o projecto Terra Azul e o armador Djesone Lopes.
Foram contempladas famílias da Ribeira de Corujinha e Chã de Viúva, na cidade do Porto Novo, Círio e Curral das Vacas, na Ribeira das Patas, e Corvo e Lagoa do Planalto Leste, na Ribeira Grande.
Para o líder dos pescadores, a quantidade de pescado foi modesta, mas fez toda a diferença no seio das famílias contempladas.
A Associação dos Pescadores do Porto Novo colocou à disposição das peixeiras um fundo para as ajudar na comercialização do pescado, embora a procura não tenha sido a esperada, segundo a mesma fonte.
Atlermiro Neves garantiu, por outro lado, que esta associação tem criado as condições para o arranque do projecto que visa o fortalecimento e a promoção da pesca sustentável neste município.
O projecto, que ultrapassa os três mil contos, tem o financiamento do GEF Small Grants Programme (SGP/UNDP) e consiste no fornecimento de equipamentos de conservação, nomeadamente máquinas a vácuo e malas térmicas, para criar dez unidades familiares de processamento do pescado, lideradas por mulheres.
A iniciativa, que abarca as comunidades piscatórias da cidade do Porto Novo e de Monte Trigo, incide na realização de campanhas ecológicas de limpeza de praias, na instalação de placas informativas e na criação de materiais culturais, como músicas, vídeos e murais.
A associação dos pescadores vai também promover formações em tratamento, processamento, conservação e higiene do pescado, além de ateliers sobre pesca sustentável, legislação e introdução ao ecoturismo.
Estes investimentos visam reforçar a segurança alimentar e nutricional, melhorar as condições de vida dos operadores de pesca e proteger o ambiente marinho.
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