Primeiro-ministro defende que figura de Amílcar Cabral deve ser património de todos

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,20 jan 2020 15:11

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, defendeu hoje que Amílcar Cabral não é património de nenhum partido político, mas sim deve ser um património da nação cabo-verdiana.

O chefe do Governo falava em declarações à imprensa, no final da cerimónia de deposição de coroa de flores no monumento Amílcar Cabral, na Cidade da Praia, para assinalar o dia 20 de Janeiro, Dia dos Heróis Nacionais.

Para Ulisses Correia e Silva, o 20 de Janeiro deve ser comemorado por todos, não só a nível das instituições, mas também pelos cidadãos, porque é uma data que representa a história dos cabo-verdianos e a luta pela liberdade e independência do país, e isso está interligado à figura ímpar de Amílcar Cabral.

“Acho que não se deve partidarizar a figura de Amílcar Cabral, se quisermos que seja de facto uma representação da nação cabo-verdiana. Quando falamos de nação não estamos a falar de partidos políticos e temos que chegar a esse ponto, não é património de nenhum partido político, em particular, deve ser um património da nação cabo-verdiana”, defendeu.

O primeiro-ministro, que é também presidente do Movimento para a Democracia (MpD – poder), reforçou que para ultrapassar esse ressentimento de que 20 de Janeiro pertence algum partido político é necessário que os discursos dos políticos sejam claros.

Assim como o MpD tem dito que o 13 de Janeiro pertence aos cabo-verdianos e não um partido político, Ulisses Correia e Silva diz que quer ouvir do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) a mesma coisa sobre o dia 20 de Janeiro.

“Acho que se os líderes políticos se comprometerem com esta clarificação, muita coisa poderá ser alterada e depois é preciso que aquilo que pareça seja. Quer dizer que nas celebrações façamos que o país todo, a nação toda, sinta que de facto estamos perante uma representação da nação e não uma representação partidária”, reforçou, acrescentando que não se deve tirar proveito político-partidária de figuras que são nacionais e que representam o país.

Questionado sobre a não celebração dessa data com uma sessão solene na Assembleia Nacional, o chefe do executivo disse que sessões solenes são “muitos restritivas” em qualquer parte do mundo.

Em Cabo Verde, sublinhou, já é celebrada duas datas importantes, como 05 de Julho, dia da Independência Nacional, e o 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia, que, a seu ver, são representativas relativamente a história do país.

A cerimónia de deposição de coroa de flores foi presidida pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, e contou com a presença do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, dos deputados nacionais, do corpo diplomático, do presidente da Fundação Amílcar Cabral, Pedro Pires, e de combates da liberdade da pátria.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,20 jan 2020 15:11

Editado porSara Almeida  em  12 out 2020 23:20

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