PR acredita que Cabo Verde pode contribuir para a paz em África

PorExpresso das Ilhas,11 fev 2020 17:56

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, disse acreditar que a experiência de Cabo Verde, “ainda que modesta”, pode contribuir para a construção da paz e da estabilidade no continente africano.

O chefe de Estado, que discursava por ocasião da 33ª Conferência dos Chefes de Estado e do Governo da União Africana, na Etiópia, salientou a paz que o país mantém e promove desde a independência, aliada a cerca de três décadas de regime democrático, como sendo os principais activos.

“Acreditamos que a experiência de Cabo Verde, ainda que modesta, pode contribuir para a construção da paz e da estabilidade no nosso continente”, expressou.

Para Jorge Carlos Fonseca, o tema da União Africana para o ano de 2020: “Silenciar as Armas: Criação de Condições Favoráveis para o Desenvolvimento de África”, muito mais do que uma importante proposição que deve nortear as intervenções de todos os Estados membros, tem de ser entendido como um poderoso eco dos milhões de mulheres e homens do continente que “clamam pelo direito a uma vida decente que tarda em chegar”.

Sem a paz, continuou, a democracia e a participação dos cidadãos, especialmente dos jovens, o futuro da África poderá continuar hipotecado.

“Creio que cada um de nós é chamado a trabalhar para a criação de um mundo pacífico, que necessariamente passa pela assumpção plena, nos planos interno e regional de firmes compromissos no sentido do silenciamento das armas e da defesa da democracia”, acredita.

Por isso, defende, “urge passar das palavras à acção” e “deixar de ignorar” que, amiúde, o caldo de cultura para a proliferação de alguns dos males que afligem o continente, como o terrorismo, diferentes formas de violência e de tráficos, “se alimenta” de políticas de exclusão, autoritarismo, intolerância cultural ou religiosa.

O Presidente da República reforçou ainda que não será possível “equacionar e encontrar soluções” para os complexos problemas de paz e estabilidade e do desenvolvimento em África, sem o envolvimento da juventude.

Durante a cimeira, realizada nos dias 9 e 10 de Fevereiro, foram avaliados os progressos na implementação da agenda de desenvolvimento (Agenda 2063), na operacionalização da Zona de Livre Comércio em África, bem como as contribuições dos Estados-membros para o orçamento da organização e a estratégia de transformação digital do continente, entre outros assuntos.

O Programa para o silenciamento das armas em África até 2020 foi lançado, em 2010, e adoptado, em 2013, pelos líderes da União Africana, como sendo um dos projectos emblemáticos da organização, que considera os conflitos como um dos maiores impedimentos à implementação da sua agenda de desenvolvimento para o continente (Agenda 2063).

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Autoria:Expresso das Ilhas,11 fev 2020 17:56

Editado porAndre Amaral  em  22 fev 2020 23:20

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