“No Iraque já foram construídas 66 habitações, dessas, 36 vão ser encaminhadas para as famílias desalojadas. As restantes serão para o pessoal do Iraque. Portanto, a população do Iraque que realmente tem necessidade de habitação, que possivelmente tem um número inferior a isso, vai ter as suas habitações”, afirmou.
De recordar que o aldeamento com 66 casas sociais, designado Aldeamento Rozar, foi inaugurado pelo Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, a 23 de Julho, destinado às famílias que vivem em situação de vulnerabilidade.
Augusto Neves aponta para a construção de um novo bloco de habitações naquela zona, estando prevista a conclusão de 22 novas casas dentro de seis meses.
“A empresa que está lá continuará as obras para a construção de mais 22 habitações. Mas isso tinha sido anunciado e iniciado antes das chuvas. Agora, 30 vão ser entregues para o pessoal do Iraque e ainda mais 22 daqui a seis meses. Para além disso, existem mais habitações em construção, quase concluídas pelo governo e pela Câmara Municipal, que serão distribuídas para as famílias carenciadas e para as famílias com necessidade de habitação”, assegurou.
Augusto Neves lembra que o projecto remonta a 2017, quando foi delineado em conjunto com o Governo, e garante que, além do Complexo Rozar, “estão em curso outros empreendimentos habitacionais em várias zonas da ilha”, incluindo Ribeira Julião, Pedra Rolada, Bela Vista, Ribeirinha e Lazareto.
As famílias desalojadas pela tempestade do dia 11, em São Vicente, começam a ser realojadas de forma gradual a partir de 2 de Setembro. Até ao final do mesmo mês, 66 famílias deverão estar instaladas nas habitações atribuídas pelo Estado, algumas ainda em obras, segundo informações avançadas, esta semana, pelo Gabinete de Crise.