MpD alerta que ataques às instituições da República colocam Democracia em perigo

PorAnilza Rocha,9 jan 2026 12:11

• Emanuel Barbosa acusa PAICV de adotar estratégia de pós-verdade e desinformação sistemática • MpD convoca cidadãos a formar frente ampla contra populismo através do voto nas urnas • Defende-se primado da lei e independência institucional contra vontades pessoais e desmandos

Resumo criado por IA

O Grupo parlamentar do MpD alertou que o maior perigo para a Democracia começa quando se relativizam os sinais de ameaça e normalizam-se ataques às instituições da República. Numa declaração política o partido defendeu que não se pode permitir que o populismo, travestido "de falsa coragem e falsa proximidade, corroa o que tanto custou construir".

“O 13 de Janeiro e ensinou-nos que não há liberdade sem o primado da lei. Que não há soberania popular sem instituições independentes. E que não há democracia quando se substituem regras por desmandos e instituições por vontades pessoais”, argumentou Emanuel Barbosa durante a sessão parlamentar que hoje termina.

De acordo com o mesmo, o PAICV adoptou, na sua estratégia política, "os traços clássicos da política da pós-verdade. Deliberadamente, subordina factos verificáveis a narrativas emocionais, suspeições infundadas e à repetição sistemática da desinformação".

Para Emanuel Barbosa, o objetivo não é convencer pelo argumento, mas desgastar a confiança pública.

“É neste ambiente que o populismo floresce: simplifica problemas complexos, cria inimigos difusos, desacredita a Justiça, ataca a comunicação social e desvaloriza os símbolos da República, apresentando-se como intérprete exclusivo da vontade popular”, frisou.

Emanuel Barbosa, sublinhou que a pós-verdade "não é retórica excessiva nem espontaneidade política, mas sim um método consciente de erosão democrática". Para o PAICV, referiu, isso significa "atacar persistentemente a nossa democracia, sempre que a verdade deixa de ser critério de acção pública".

Conforme disse, não se podem aceitar insurreições contra o Estado de Direito Democrático, nem permitir que interesses pessoais se disfarcem de vontade popular.

Por isso, convocou os combatentes da liberdade e da democracia a se levantar e defender a Democracia, por meio de votos, e mobilizar a sociedade cabo-verdiana para formar uma frente ampla contra o chamou de populismo barato.

Segundo o este grupo parlamentar, tal como há 35 anos, Cabo Verde enfrenta uma escolha, não entre sistemas políticos, mas entre atitudes, “entre democracia autêntica e oportunismo”.

“O 13 de Janeiro é a negação do regresso a um passado de má memória, marcado por civis perseguidos injustamente, prisões por delitos de opinião e sem culpa formada, pela supressão das liberdades e dos direitos, e pelo subdesenvolvimento. É a negação firme da lógica do “partido-luz e guia” e daqueles que se consideravam os melhores filhos da pátria”, concluiu.

Concorda? Discorda? Dê-nos a sua opinião. Comente ou partilhe este artigo.

Autoria:Anilza Rocha,9 jan 2026 12:11

Editado porAnilza Rocha  em  10 jan 2026 5:19

pub.
pub
pub.
pub.

Últimas no site

    Últimas na secção

      Populares na secção

        Populares no site

          pub.