Estiveram presentes o Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS), o Partido Popular (PP), o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e o Movimento para a Democracia (MpD).
O PTS disse à imprensa que ainda não sabe se vai participar nas eleições deste ano, devido à recente perda do então presidente Carlos Lopes, conhecido artisticamente como Romeu di Lurdes. Entretanto, a presidente interina deste partido, Jónica Tavares, prometeu dar uma resposta para breve.
Na auscultação com o Presidente da República, o PTS propôs as datas de 24 de Maio para as eleições legislativas e 8 de Novembro para as presidenciais , e 22 de Novembro caso haja uma segunda volta.
“Acreditamos que seja um meio termo dos prazos máximos e mínimos e uma data em que será possivel ter tudo a postos”, ressaltou Jónica Tavares.
Já o PP, segundo partido ouvido, defendeu que as eleições legislativas sejam realizadas na primeira quinzena de Maio. De acordo com Amandio Barbosa, presidente deste partido, foi sugerido o mês de Novembro para as presidenciais.
Garantiu não se opor a outra data que venha a ser apresentada pelo Chefe de Estado. O PP quer fazer o possível para estar presente nas eleições e apela aos cabo-verdianos independentes que se juntem a eles.
“Nós achamos que o parlamento deve ter o pluralismo, tendo em conta essa época em que o mundo vive uma curva perigosa”, afirmou.
Por sua vez, o maior partido da oposição, o PAICV, indicou a data de 19 de Abril para as legislativas, primeiro dia que a Constituição permite, e, automaticamente, como manda a lei, seis meses depois realizam-se as presidenciais.
Francisco Carvalho defendeu essa proposta depois de ouvir a sociedade civil e concluir que a população cabo-verdiana deseja eleições o mais breve possível, tendo em conta dois factores.
“Primeiro porque à governação falhou no parlamento e por outro lado à sociedade entende que quando mais tempo o Governo tiver, piores danos vai causar ao país”, frisou.
O PAICV sublinhou, no entanto,que vai respeitar qualquer decisão tomada por José Maria Neves.
Por último, o MpD apresentou a proposta de realização das eleições legislativas na primeira semana de Junho. Conforme justificou Celso Ribeiro, líder da bancada parlamentar, o mandato só termina a 19 de Maio.
“Ainda existe muita obra estruturante a ser desenvolvido, e o Governo está em plena função”, sustentou.
homepage







