O responsável político diz que menos de duas semanas após o incêndio, ainda não foram observadas ações concretas de apoio às vendedeiras afetadas, apenas promessas.
"Passada uma semana e dois dias, ouvimos muitas promessas e tivemos várias visitas de diferentes entidades, quase todos os partidos estiveram presentes, tivemos visita da Presidência da República e de outras pessoas. No entanto, na ação, até agora, não houve nenhum. Foram prometidos 12 mil escudos por parte da autarquia, e também promessas de 25 mil escudos para cada bidão perdido pelos comerciantes, por parte do Governo, na prática, estamos a agir como se estivéssemos numa campanha de promessas, agora, ação, ainda não vimos, e as senhoras também não," disse.
O líder regional da UCID em Santiago Sul refere que o incidente levanta questões que não podem ser ignoradas.
"Deveria ter um extintor de prevenção, se tivesse pelo menos um, dois ou três extintores os guardas poderiam ter combatido o incêndio logo no início, então, por não haver dificultou, o fogo ficou mais forte e quando os bombeiros chegaram, atrasados, não teve sucesso. Os bombeiros são mais um problema que temos de resolver neste município, sendo o capital do país, precisamos de mais recursos, os bombeiros precisam de mais recursos, é normal que os bombeiros estivessem noutras situações, mas não podemos ter apenas um carro de bombeiros e um tanque, deveríamos ter dois, três ou quatro, ou seja precisamos de mais recursos para a capital do país, recursos financeiros, recursos humanos e materiais," refere.
Jucelino Vieira critica ainda o facto da Câmara Municipal da Praia disponibilizar viaturas de bombeiros a outros municípios, enquanto a capital enfrenta carência desse tipo de equipamento.
"A nossa Câmara Municipal tem oferecido viaturas de bombeiros a outros municípios, como temos visto frequentemente. Então, como é que o nosso município não tem viaturas em quantidade suficiente para combater incêndios? Quer dizer, isto é algo controverso. Não podemos fazer isso enquanto não tivermos condições para o fazer. Primeiro, temos de criar condições para nós e depois, sim, é normal ajudarmos os outros municípios," critica.
Recorde-se que o incêndio de Ponta Belém ocorreu na tarde de 31 de maio e atingiu uma área utilizada por comerciantes informais para armazenamento de mercadorias destinadas à venda no mercado de Sucupira, na cidade da Praia.
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