​Governo admite extinguir UTA para racionalizar recursos

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,7 set 2026 12:57

Arnaldo de Brito
Arnaldo de Brito

O Governo admite que a extinção da Universidade Técnica do Atlântico e a integração das suas faculdades na Universidade de Cabo Verde é um dos cenários em cima da mesa. O quadro está a ser analisado numa lógica de racionalização de recursos, anunciou hoje o ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação.

Declarações de Arnaldo de Brito, feitas em São Vicente, no início de uma visita no âmbito da preparação do próximo ano letivo.

“E a questão que se põe é se, racionalmente pensando, faz sentido em Cabo Verde haver duas universidades públicas. Esta é a questão central. Nós estamos a falar de duas universidades que, juntando-as, nós temos cinco mil e poucos alunos. E, se pensarmos na gestão de recursos, temos custos com estruturas e a questão da qualidade até a qualidade do corpo docente. Não é bom estar numa universidade pequena, não é bom, porque terá dificuldades no seu desenvolvimento. O mundo académico exige muita interação. Então, nós, numa lógica de racionalização de recursos, estamos a refletir sobre todos os cenários possíveis”, refere.

Arnaldo de Brito falava à imprensa após um encontro com o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, no início de uma visita à ilha. O ministro cita um estudo do Banco Mundial sobre a sustentabilidade das universidades, que conclui que uma universidade precisa de uma base populacional de, pelo menos, um milhão de habitantes para ser sustentável.

“Não é o caso. Cabo Verde tem o número de pessoas que nós sabemos que tem. É muito reduzido. Estar a fragmentar instituições do ensino superior não é boa ideia, sobretudo se nós queremos defender a qualidade. Primeiro, pensar na qualidade do corpo docente. Porque a qualidade da docência vai depender muito da qualidade do corpo docente. Tendo instituições fragmentadas e logo um corpo docente fragmentado, disperso, dificilmente nós estaremos a contribuir para termos um ambiente que ajude a fortalecer primeiro o corpo docente e ter um corpo docente que seja capaz de promover a qualidade”, aponta.

“Nós, num país como o nosso, temos de evitar proliferar estruturas que depois têm custos de funcionamento. Nós precisamos de resultados para mudar o país, para mudar vidas de pessoas”, diz.

O ministro da Educação, Formação Profissional, Ensino Superior, Ciência e Inovação iniciou, hoje, uma missão oficial a São Vicente e Santo Antão, no âmbito da preparação do ano letivo 2026/2027. O ministro e a sua equipa vão reunir-se com os delegados do Ministério da Educação, câmaras municipais e a Reitoria da Universidade Técnica do Atlântico...

A missão pretende avaliar as condições existentes, conhecer as prioridades e os principais desafios do sector e identificar eventuais necessidades antes do arranque do novo ano letivo.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,7 set 2026 12:57

Editado porSara Almeida  em  7 set 2026 14:19

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