Caso de São Vicente: “Tudo indica que a circulação do vírus esteve confinada à família” da paciente

PorExpresso das Ilhas,25 abr 2020 18:24

Os familiares da paciente de São Vicente, único caso de COVID-19 diagnosticado na ilha, estiveram também em contacto com o vírus. Os testes aos anticorpos assim o mostram, mas nenhum dos familiares desenvolveu a doença por ele provocada (a COVID-19). Ao mesmo tempo, nenhum contacto directo testou esse contacto com o coronavírus, o que leva o Director Nacional de Saúde a acreditar que a sua circulação , no que tange a este caso, terá estado confinada apenas à família.

O marido e a filha da paciente de São Vicente testaram negativo para a COVID-19. Contudo, os testes de anticorpos realizados no âmbito da investigação epidemiológica mostram que houveum contacto com o vírus.

“Ou seja , o vírus circulou entre os familiares”, explicou hoje o director nacional de Saúde, Artur Correia, durante a conferência diária sobre a COVID-19.

A investigação parece então apontar para um “confinamento” do vírus à família da paciente, sendo que todos os “testes que foram feitos a todos os outros contactos não deram positivos. Fizemos dezenas de testes em São Vicente, à volta desse caso e até hoje continuam a dar negativo”, explicou.

Assim, “tudo indica que [o vírus] estaria confinado à família”.

“Vamos esperar os próximos dias”, salvaguarda.

Os testes aplicados funcionam da seguinte forma, conforme completou a Presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública, Maria da Luz Lima: o teste de anticorpos mostra que a pessoa teve contacto com o vírus, mas o “organismo conseguiu ultrapassar a situação criando anticorpos. Ficou com anticorpos mas não tem vírus”. O teste PCR detecta a presença do vírus, e no caso dos familiares da paciente, deu negativo.

“Se tem anticorpos esteve em contacto, e em algum momento, provavelmente terá transmitido [o vírus], mas depois na altura em que se fez o diagnóstico do caso confirmado”, o organismo dos familiares já teria eliminado o vírus, cuja presença o PCR não acusou.

São Vicente é a única ilha que manteve estagnado o número de casos, apenas um.  A Boa Vista tem, neste momento, 52 casos confirmados e Santiago 37, dos quais 34 na Praia, dois no Tarrafal e um em São Domingos.

Hoje de manhã, o ministério da Saúde havia já informou, em comunicado o surgimento de mais um caso na Praia (o 34.º) e outro em Tarrafal (o segundo no concelho). 

"Há semanas que vimos dizendo que os casos iam aumentar", relembrou na conferência vespertina o Director Nacional da Saúde, que adiantou novos números. Há 206 amostras pendentes: 141 da Boa Vista e 65 na Praia.

Este sábado registam-se seis casos suspeitos: quatro na Boa Vista e dois em Santa Catarina.

O Director Nacional de Saúde avançou ainda que há 93 pessoas em quarentena domiciliar, "repartidas por vários concelhos, com destaque para Tarrafal de Santiago, decorrentes da investigação que está sendo feita a partir desses dois casos que agora temos e também em Santa catarina, decorrentes também da investigação sobre os contactos dos casos positivos".

Há ainda 298 , pessoas em quarentena obrigatória, das quais 291 no concelho da Praia.

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Autoria:Expresso das Ilhas,25 abr 2020 18:24

Editado porSara Almeida  em  28 nov 2020 23:21

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