Segundo Mário Semedo, a escolha teve em conta a competência da equipa, o conhecimento da Seleção Nacional e a capacidade para garantir continuidade e alcançar resultados.
“Depois da nossa brilhante participação no Mundial, impunha-se, portanto, muito rigor na escolha da nova equipa técnica. O primeiro critério é a competência técnica e o profissionalismo; o segundo é a identidade, o compromisso com o projeto da Seleção e o alinhamento com a Federação Cabo-verdiana de Futebol; e o terceiro pilar é o desenvolvimento e os resultados. Pensamos que esta é a equipa certa, no momento certo, porque, dentro de dias, já estaremos a trabalhar numa campanha que não se afigura fácil, as eliminatórias para o CAN. Por isso, não podemos perder tempo”, realça.
Humberto Bettencourt afirma que assume o cargo com a missão e a vontade de continuar a fazer crescer a Seleção Nacional.
“Queria sublinhar um aspecto que, para mim, é importante, chegamos a este cargo com muito respeito por tudo aquilo que já foi feito até aqui, muito respeito por todas as pessoas que já passaram por esta instituição, por esta Seleção, e que contribuíram, cada uma à sua maneira, enormemente para que hoje a Seleção cabo-verdiana, os Tubarões Azuis, esteja onde está, no patamar onde estamos. Mas também chegamos com muita missão e muita vontade de continuar a fazer crescer esta Seleção”, afirma.
O novo selecionador diz que vai aproveitar o que de positivo foi feito até agora, mas sublinha que continuidade não significa “copiar e colar”.
“Um dos objectivos é aproveitar tudo de bom que fizemos até aqui e que resultou, que teve um impacto positivo na nossa perspetiva. Mas também diria que continuidade não significa copiar e colar. Enquanto pessoa, tenho a minha própria identidade e a minha própria ideia, e os meus colegas da equipa técnica também alinham na mesma direção. É claro que vamos introduzir novas ideias, mas apenas quando for necessário e desde que contribuam para o crescimento natural da Seleção”, sublinha.
Humberto Bettencourt desempenhava as funções de treinador-adjunto da Seleção Nacional desde 2021, tendo integrado a equipa técnica durante a histórica campanha que levou Cabo Verde à participação no Mundial da FIFA 2026.
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