José Luís Neves propõe entidade independente para regular concursos públicos laborais

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,31 mai 2019 7:27

José Luís Neves
José Luís Neves(Inforpress)

​O economista e secretário-geral da Câmara de Comercio do Sotavento (CCS), José Luís Neves, defende a criação de uma entidade independente para regular os concursos públicos de acesso ao trabalho.

José Luís Neves falava quinta-feira aos jornalistas, momentos antes de proferir a conferência inaugural da primeira edição das jornadas científicas, promovida pela Escola de Negócios e Governação (ENG), da Universidade de Cabo Verde, tendo com tema “Mercado do trabalho em Cabo Verde, situação actual e desafios”.

“Tratando-se o emprego de uma questão fundamental e sensível, nós pensamos que temos que dar esse passo. Criar uma entidade reguladora para regular e acabar com as suspeições com base em critérios como a transparência, o mérito e a igualdade de oportunidades para o mercado de trabalho em Cabo Verde”, sugeriu.

A entidade, conforme sugeriu, teria também o poder de participar do sistema avaliação de desemprego e progressões nas carreiras, como forma de garantir maior transparência nos processos.

Durante a sua apresentação, José Luís Neves falou sobre a situação actual do mercado de trabalho, que na sua perspectiva é caracterizada por um “desemprego relativamente elevado”.

Falou também dos desafios prioritários e das estratégias para a economia cabo-verdiana.

“Temos que desenvolver iniciativas empresariais, temos que ter a capacidade de inovar e produzir com qualidade, temos que ser cada vez mais competitivos na atracção de investimento directo externo de qualidade e temos também o desafio a nível da produção de dados e informações sobre o mercado de trabalho”, declarou. Neste sentido, propôs a reactivação do Observatório de Emprego em Cabo Verde, por forma a “suprir as carências existentes” a nível da análise de dados.

“Tenho dito que o INE está a fazer um trabalho extraordinário, mas há insuficiências, há carências. Há alguns indicadores que são exigidos, que são propostos pelo Bureau Internacional do Trabalho (BIT) e que ainda o INE não produz, sobretudo os que estão relacionados com a análise dos indicadores dos ODS”, precisou

“Estou a falar é indicadores do trabalho decente, mas também há carência em matéria de analise dos dados e das informações”, reforçou.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,31 mai 2019 7:27

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  17 jun 2019 23:22

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