Desemprego diminui, subemprego aumenta

PorExpresso das Ilhas,4 jan 2020 11:46

A taxa de desemprego diminuiu de 12,2%, em 2018, para 10,7%, no primeiro semestre de 2019. Em sentido contrário a taxa de subemprego aumentou de 14,7% para 21,7%, a maior desde 2013. Meio rural é o mais afectado. E o desemprego, bem como o subemprego, ganha um rosto mais feminino.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística relativos ao Mercado de Trabalho, no 1.º semestre de 2019, foram revelados esta segunda-feira. Entre os principais indicadores está a redução, de 1,4 pontos percentuais na taxa de desemprego, quando comparada com o ano passado. Os 10,7% registados na primeira metade de 2019 representam o valor mais baixo do desemprego, pelo menos, desde 2013. Em números totais, a população desempregada é estimada em 24.843 pessoas.

“A população empregada é estimada em 206.300 pessoas, aumentando em 11.300 pessoas, face a 2018, contribuindo assim para um aumento da taxa de actividade de 55,6% para 57,1% e da taxa de emprego/ocupação de 48,8% para 50,9%, face aos mesmos indicadores estimados em 2018”, lê-se no documento.

Da parte das boas notícias, e no mesmo sentido, a taxa de inactividade desceu comparativamente, de 44,4% para 42,9%. Contudo, este valor continua a ser superior aos dos anos anteriores a 2018.

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O indicador com evolução mais preocupante é, entretanto, o subemprego, cuja taxa de 14,7 para 21,7%, um aumento de 7 p.p., no período em análise, a nível nacional. As pessoas que laboram no meio rural foram as mais afectadas (30,1%), assim como as mulheres (27,2%).

Outros dados

Neste terceiro ano de seca, o meio rural parece ser o mais afectado. Enquanto no meio urbano se regista uma diminuição da taxa de desemprego em 2,1 p.p., passando de 12,4%, em 2018, para 10,3%, no primeiro semestre de 2019, no meio rural, regista-se um aumento em 0,4 p.p., fixando o desemprego em 11,9%.

Entre os homens, a taxa de desemprego estimada no primeiro semestre de 2019 apresenta uma diminuição de 2,8 p.p. fixando em 9,8% (12,7% em 2018). Em sentido contrário regista-se um ligeiro aumento da taxa de desemprego entre as mulheres, que passa de 11,6%, em 2018, para 11,9%, no período de referência.

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De acordo com os dados do INE, o grupo etário com maior taxa de desemprego é o dos jovens de 15-24 anos, com 25,7%, tendo, contudo, diminuído 2,1 p.p. relativamente ao ano de 2018 (27,8%). Segue-se o grupo etário de 25-34 com 11,2% que igualmente regista uma diminuição de 3,8 p.p. (15,0% em 2018).

A taxa de desemprego por nível de instrução mostra um aumento relevante entre a população com instrução superior. Neste grupo, o desemprego aumentou de 6,2% em 2018 para 9,2% no 1.º semestre de 2019. Na população com ensino secundário, por seu turno, a taxa de desemprego baixou de 16,5 para 12,3%

A percentagem de jovens que não estudam nem trabalham baixou de 30,6% em 2018, para 28,6. Contudo, apenas o sexo masculino mostra uma diminuição. Nas raparigas, a taxa aumentou de 32,7% para 35,5% na primeira metade de 2019.

As mesmas estatísticas indicam que no meio urbano registam-se 17.440 desempregados e no rural 7.403. Estes dados apontam para uma diminuição no meio urbano de 14,4% (2.923) e um aumento no meio rural de 11,1%, equivalente a 738 pessoas.

PIB aumenta 6,7%,no 3º trimestre de 2019

O INE revelou também, na passada sexta-feira, as contas trimestrais referentes ao 3º trimestre de 2019. De acordo com as mesmas, o Produto Interno Bruto (PIB) registou, em termos homólogos, um aumento de 6,7%, em volume.

De acordo com a nota do INE, essa evolução do PIB é resultado do maior contributo das despesas do Consumo final e das Exportações.

As Contas Trimestrais referentes aos meses de Julho, Agosto e Setembro de 2019, mostram ainda que do lado da oferta, o Valor Acrescentado Bruto (VAB), a preços de base, apresentou uma evolução homóloga positiva de 7,5%. A esse nível destaca-se, para o efeito, “as actividades dos transportes aéreos e construção”.

Os impostos líquidos de subsídios apresentaram, entretanto, uma evolução homóloga de 2,1%.

O Consumo Final teve uma variação homóloga positiva de 7,7%, no 3º trimestre de 2019 (-1,1% no Trimestre anterior).

Já o Investimento registou uma variação negativa, de 4,7%, em volume (0,3% no Trimestre anterior).

As Exportações e Importações aumentaram 11,6% (8,5% no trimestre anterior) e 3,9%, respectivamente, em termos de volume.

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Transportes com o maior VAB

O INE destaca ainda que o Valor Acrescentado Bruto (VAB) a preços base aumentou 7,5%, no 3º Trimestre 2019, o que representa um aumento de 1,4 p.p., em relação ao trimestre anterior.

Discriminando o VAB por sector, todos apresentam um aumento, com excepção da agricultura, cuja diminuição (de -5,7%) contribuiu negativamente em 0,2 p.p., para a variação total do crescimento do PIB”.

Diminuiu também o VAB no sector “Telecomunicações e Correios” (- 0,7%) e uma queda acentuada no sector das Pescas, com -34,3%, contribuindo negativamente em 0,4 p.p. para a variação total do crescimento do PIB.

Entre todos os outros ramos, que viram o VAB aumentar, o maior aumento regista-se nos Transportes, que apresentou em termos reais uma variação de 26,6% contribuindo em 3,1 p.p. para a variação homóloga do PIB.

Construção regista um aumento de 14,9%, com contribuição de 1,8 p.p.

Por fim, explica o documento que “o crescimento acumulado dos três primeiros trimestres de 2019 ficou-se a dever, essencialmente, às actividades da Electricidade e Água, Construção, Comércio, Transporte, Serviços Financeiros e Seguros, Administração.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 944 de 01 de Janeiro de 2020. 

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Autoria:Expresso das Ilhas,4 jan 2020 11:46

Editado porSara Almeida  em  24 mai 2020 23:20

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