"Ainda não há um prazo certo para a retoma económica"- Olavo Correia

PorSheilla Ribeiro,16 nov 2020 14:18

O vice Primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, afirmou hoje que ainda não há um prazo certo para a retoma económica devido à evolução “negativa” da pandemia nos países parceiros.

Olavo Correia falava à imprensa no fim da abertura da Semana Nacional Empreendedorismo, sob o lema “Empreendedorismo, Desafios e Oportunidades em Tempo de Pandemia”, que decorre de 16 a 22 de Novembro.

Na ocasião, o governante fez uma avaliação positiva daquilo que o Governo e o sector privado têm vindo a fazer para evitar o desemprego em massa.

“A avaliação é positiva, temos conseguido ajudar as empresas no que tange ao acesso ao financiamento, mas como sabem a partir do momento em que a crise tende a perdurar-se por mais tempo do que inicialmente previsto, as consequências serão ainda maiores. Nós temos que ir melhorando os instrumentos por forma a ajudarmos as empresas para evitarmos que venhamos a ter desemprego em massa em Cabo Verde e nós enquanto Governo estamos a trabalhar nos instrumentos”, assegurou.

Para Olavo Correia, a economia cabo-verdiana está a viver a “maior crise económica e financeira” da sua história democrática, com a recessão de 11%, derivado da pandemia.

“Isto nunca aconteceu na história de Cabo Verde e isto requer de todos nós, a todos os políticos, soluções criativas, inovadoras, mas também da parte dos gestores das empresas privadas novas soluções. Tanto assim é que ainda não temos um prazo certo para o início da retoma económica, a pandemia nos nossos parceiros está a evoluir de forma negativa sobretudo nos últimos tempos, tudo isso condiciona Cabo Verde”, apontou.

Neste sentido, asseverou que Cabo Verde fará tudo para que consiga aceder as vacinas e assim poder criar as condições para um efectiva retoma. “

“Porque só uma efectiva retoma pode impedir que as consequências sejam dolorosas para todos nós. Penso que estamos a tentar encontrar um equilíbrio entre a flexibilidade económica e as medidas restritivas. Os últimos números têm sido positivos mas ainda longe daquilo que seria o ideal para que possamos falar de facto da retoma económica”, defendeu.

Enquanto isso, prosseguiu, o Governo vai continuar a desenhar instrumentos para evitar que haja uma situação de pobreza extrema aumentada e possa ter medidas “apropriadas” a nível do Orçamento de Estado para 2021.

Ecossistema empresarial

Para o ministro das Finanças, país precisa de um sistema que seja “mais facilitador”, que avalie “comedidamente” os riscos, mas que consiga responder em tempo certo, todas as necessidades dos jovens e do sector privado cabo-verdiano.

“Temos estado a fazer um progresso importante nessa matéria, mas ainda temos um caminho a percorrer para que todo o sistema de acesso a financiamento possa ser mais facilitado com a intervenção do Estado, como é evidente, mas também com a intervenção dos demais parceiros que intervêm no processo”, referiu.

Entretanto, sublinhou que o sistema está a funcionar e que o Governo já concedeu mais de 3 milhões de contos de empréstimo ao abrigo do ecossistema.

No quadro da pandemia, continuou, é preciso ir mais longe e o executivo está a “criar as condições necessárias” de modo que o acesso a financiamento seja mais facilitado e os empresários que precisarem do mesmo, possam ter os instrumentos em tempo certo.

“O Estado está a cumprir o seu papel, temos estado a financiar muitas empresas, nós já quase esgotamos o plafond que tínhamos para o financiamento durante este ano, significa que o sistema funciona, mas funcionando não podemos deixar de olhar para as melhorias que podemos introduzir para que o acesso possa ser ainda mais facilitado”, disse. 

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Autoria:Sheilla Ribeiro,16 nov 2020 14:18

Editado porAndre Amaral  em  24 nov 2020 14:19

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