O economista explicou que esta realidade pode provocar um aumento inicial da taxa de desemprego, pois a saída de trabalhadores empregados reduz o denominador no cálculo do indicador.
“A taxa de desemprego é um rácio entre o número de pessoas desempregadas e a soma dos desempregados com os empregados. Quando sai alguém que está empregado, aquele rácio vai aumentar”, detalhou.
García-Verdú acrescentou que este efeito se observa principalmente nas áreas urbanas, onde a maior parte da população reside.
Nas zonas rurais, por outro lado, a maioria dos emigrantes estava desempregada ou fora da força de trabalho, pelo que o impacto no indicador é menor.
Este fenómeno também se verifica entre ambos os géneros, sendo mais acentuado nos homens, mas igualmente presente entre as mulheres.
O representante do FMI enquadrou a análise no interesse de avaliar o mercado de trabalho enquanto componente essencial do equilíbrio macroeconómico do país.
O economista alertou ainda para a confusão existente no debate público devido à mudança de metodologia do Instituto Nacional de Estatística (INE), que passou a adoptar, a partir de 2022, as novas convenções da Organização Internacional do Trabalho.
Segundo explicou, comparações incorrectas entre séries distintas podem levar a leituras erradas sobre a evolução do emprego e do desemprego em Cabo Verde.
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