Segundo um comunicado do Ministério das Finanças, o saldo global primário manteve-se positivo, situando-se em 2.556,9 milhões de escudos, o equivalente a 0,8% do PIB.
Já o saldo corrente primário atingiu 4.056 milhões de escudos, correspondendo a 1,2% do PIB.
“O saldo global primário permaneceu positivo, situando-se em 2.556,9 milhões de CVE (0,8% do PIB), enquanto o saldo corrente primário atingiu 4.056,0 milhões de CVE (1,2% do PIB), demonstrando a continuidade de uma posição fiscal sólida e a geração de poupança corrente para apoiar as prioridades estratégicas do país”, lê-se.
Quanto a receita total do Estado, o comunicado indica que cresceu 8,6% no período em análise, representando um aumento de 1.625,2 milhões de escudos face ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho foi impulsionado sobretudo pelo crescimento de 12% das receitas fiscais.
De acordo com o Ministério das Finanças, este aumento resulta do dinamismo da actividade económica, do alargamento da base tributária e do reforço da eficiência da administração fiscal.
Do lado da despesa, as despesas correntes aumentaram 14,3%, reflectindo, segundo o Governo, o reforço do financiamento das funções essenciais do Estado e das políticas públicas.
Já a execução do investimento público e dos activos não financeiros registou um crescimento de 61,3%, indicador que o executivo associa à aceleração de investimentos em infra-estruturas e projectos estruturantes.
O comunicado refere ainda a evolução da dívida pública, cujo rácio desceu para 93,3% do PIB, menos 7,9 pontos percentuais em comparação com o período homólogo.
“Destaca-se ainda a melhoria sustentada da posição da dívida pública, cujo rácio se fixou em 93,3% do PIB, representando uma redução de 7,9 pontos percentuais face ao período homólogo, consolidando a trajetória descendente do endividamento e reforçando a credibilidade macrofiscal do país”, consta.
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