Domingos Simões Pereira admite impugnar os resultados

PorExpresso das Ilhas, Lusa,2 jan 2020 2:16

O candidato derrotado nas presidenciais da Guiné-Bissau Domingos Simões Pereira admitiu esta quarta-feira impugnar os resultados eleitorais para garantir que correspondem efetivamente à vontade dos guineenses.

"Depois de tudo o que vi, ouvi e sei não tenho dúvidas que o povo guineense nestas eleições presidenciais deu-nos a vitória, sim. Eu não tenho dúvidas de que conquistámos a vitória nestas eleições presidenciais e a minha primeira palavra é dirigida aos milhares de militantes e simpatizantes do nosso partido", afirmou Simões Pereira, perante dezenas de apoiantes na sede do partido.

Segundo os resultados provisórios apresentados pela Comissão Nacional de Eleições, Umaro Sissoco Embaló, apoiado pelo Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) venceu o escrutínio da segunda volta com 53,55% dos votos, enquanto Domingos Simões Pereira, apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), conseguiu 46,45%.

"Se tenho a convicção que o povo guineense nos dá a vitória nestas eleições presidenciais significa que os resultados provisórios agora publicados pela Comissão Nacional de Eleições estão profundamente impregnados de irregularidades, de nulidades, de manipulações, que consubstancia e une àquilo que consideramos um roubo e não podemos aceitar", disse Domingos Simões Pereira.

"Nós vamos propor a impugnação destes resultados", afirmou em crioulo o candidato do PAIGC.

Segundo Domingos Simões Pereira, é preciso não só lutar, mas trazer "limpeza e clareza a todos os eventuais elementos que contribuem para adulterar e falsificar aquilo que foi a vontade do povo".

Já em declarações aos jornalistas em português, Domingos Simões Pereira lamentou que perante as "evidências que foram produzidas e que questionam a verdade democrática" e dos resultados que foram divulgados, a plenária da Comissão Nacional de Eleições não os tenha tido em conta.

Domingos Simões Pereira disse que aquela é a sua avaliação e que vai reunir-se com os órgãos do PAIGC para "ouvir a consistência" dos elementos que estão na posse do partido e em função disso "tomar uma decisão".

Questionado sobre quais os elementos que podem pôr em causa a credibilidade dos resultados, Domingos Simões Pereira afirmou que são vários e exemplificou com um apoiante do candidato adversário que decidiu fazer campanha eleitoral no dia das eleições à frente de assembleias de voto.

"Isto a acontecer beneficiando de um aparato militar de protecção é um atentado à liberdade de escolha que os cidadãos devem poder exercer no momento da votação", afirmou.

Em relação ao próprio acto eleitoral, Simões Pereira disse que "há ciclos eleitorais em que o somatório dos votantes ultrapassa o número dos inscritos".

"É demasiado flagrante para isso escapar à atenção da entidade que está a apurar esses dados", frisou.

Nas declarações aos apoiantes, Domingos Simões Pereira pediu serenidade e disse que aquela luta era política e para ser dirimida pelos mecanismos democráticos.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,2 jan 2020 2:16

Editado porSara Almeida  em  30 mai 2020 23:20

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