ONU acusa Israel de ser causa principal do conflito com os palestinianos

PorExpresso das Ilhas, Lusa,7 jun 2022 13:38

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A ocupação israelita dos territórios palestinianos e a discriminação contra a população palestiniana são as "principais causas" de tensões recorrentes e de instabilidade, segundo um relatório de uma comissão mandatada pela ONU, citado hoje pela agência noticiosa France-Presse (AFP).

Israel, que se recusou a cooperar com a comissão, reagiu ao documento e afirmou que o relatório era "parcial e tendencioso, desqualificado pelo seu ódio ao Estado de Israel e fundamentado numa longa série de relatórios parciais e tendenciosos", segundo uma declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, igualmente citada pela AFP.

"As conclusões e recomendações relacionadas com as causas profundas (deste conflito) apontam esmagadoramente para Israel, que analisamos como um indicador da natureza assimétrica do conflito e da realidade de um Estado que ocupa outro", afirmou a presidente da comissão que foi mandata pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para realizar a investigação sobre a disputa israelo-palestiniana, a sul-africana Navanethem Pillay.

"Acabar com a ocupação dos territórios por Israel, em total conformidade com as resoluções do Conselho de Segurança, continua a ser crucial para acabar com o ciclo persistente de violência", declarou Pillay, antiga Alta-Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, no primeiro relatório desta comissão.

A presidente da comissão da ONU especificou que o documento foi apresentado às autoridades palestinianas e israelitas antes da sua publicação.

"O que se tornou uma situação de ocupação perpétua foi citada pelas partes interessadas, palestiniana e israelita, como uma das raízes de tensões recorrentes, instabilidade e conflito prolongado nos territórios palestinianos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, e em Israel", indicou o documento.

Em outra reacção ao documento, cerca de 20 estudantes e reservistas do Exército israelita manifestaram-se hoje em frente à sede das Nações Unidas em Genebra, Suíça, contra a publicação do relatório.

Israel conquistou Jerusalém Oriental durante a Guerra israelo-árabe dos Seis Dias, em junho de 1967, juntamente com a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Os palestinianos pretendem recuperar a Cisjordânia ocupada e Gaza e reivindicam Jerusalém Oriental como capital do futuro Estado da Palestina a que aspiram.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,7 jun 2022 13:38

Editado porAndre Amaral  em  8 dez 2022 23:28

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