"Os próximos passos envolvem um diálogo com vista a uma transição democrática, que deve incluir Edmundo González e María Corina Machado", afirmou a porta-voz para a Política Externa Anitta Hipper, referindo-se ao vencedor das eleições presidenciais de 2024 na Venezuela, segundo a oposição, que vive exilado em Espanha e à vencedora do prémio Nobel da Paz de 2025 e líder da oposição venezuelana.
A UE reiterou ainda que o Governo de Nicolás Maduro não está legitimado por uma eleição democrática, destacando através da porta-voz do executivo comunitário, Paula Pinho, que os acontecimentos de sábado "dão uma oportunidade para uma transição democrática liderada pelo povo venezuelano", destacando ainda a necessida de respeito pelo Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas.
Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para prender e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
Nicolás Maduro e a mulher foram transportados para Nova Iorque e o ex-presidente vai comparecer na segunda-feira num tribunal em Manhattan.
A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a a presidência interina do país.
A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.
A UE emitiu no domingo um comunicado apoiado por 26 Estados-membros exceto a Hungria, apelando a uma transição pacífica na Venezuela e ao evitar a escalada do conflito com os Estados Unidos.
Foto: depositphotos
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