Entram em vigor, esta terça-feira, as novas tarifas globais de 15% propostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Essa nova sobretaxa, cujo decreto foi assinado na sexta-feira, visa substituir as taxas alfandegárias indiscriminadas que existiam até então, bem como aquelas previstas nos diversos acordos comerciais assinados desde então com a maioria dos principais parceiros do país.
No entanto, isso não substitui as chamadas taxas alfandegárias setoriais, que variam de 10% a 50% em diversos setores de atividade, como cobre, automóveis ou madeira para construção.
O presidente dos Estados Unidos já avisou, entretanto, que todos os países devem cumprir os acordos de tarifas que tenham aceite, apesar da decisão do Supremo Tribunal dos EUA que derrubou muitas das suas tarifas sobre importações.
No sábado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a nova tarifa alfandegária global iria aumentar de 10% para 15%, "com efeito imediato".
Esta taxa vai somar-se às "tarifas aduaneiras normais já em vigor", afirmou o Presidente republicano, acrescentando que "todos os acordos" continuam válidos e que Washington apenas vai "proceder de forma diferente".
A Comissão Europeia exigiu "total clareza" por parte de Washington, defendendo que a situação atual não é favorável a um comércio transatlântico "justo, equilibrado e mutuamente benéfico", conforme previsto no acordo entre a UE e os EUA.
"Acordo é acordo. Enquanto maior parceiro comercial dos EUA, a UE espera que os compromissos assumidos sejam respeitados", declarou a instituição.
O anúncio aconteceu um dia depois de Trump ter anunciado uma tarifa global de 10% sobre todos os países, por um período de 150 dias.
Horas antes, o Supremo Tribunal dos EUA determinou, por seis votos contra três, que o Governo norte-americano excedeu os poderes invocados para impor as chamadas "tarifas recíprocas" aos parceiros comerciais de Washington.
Foto: depositphotos
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