A embarcação, com 237 metros de comprimento e carregada com crude, entrou na zona económica exclusiva iraniana no domingo e transitou pelo estreito, indicou hoje o 'site' especializado em dados de navegação marítima MarineTraffic.
Segundo o MarineTraffic, a travessia ocorre após várias semanas de tráfego significativamente reduzido naquela via marítima estratégica, devido à retaliação do Irão à ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de Fevereiro.
Dados da agência informativa Bloomberg indicam que o navio se encontrava ainda atracado a 28 de fevereiro na ilha de Das, um importante centro de exportação de petróleo dos Emirados Árabes Unidos.
O Estreito de Ormuz, situado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma das principais rotas energéticas mundiais, por onde transita cerca de um quinto da produção global de petróleo e do gás natural liquefeito.
Teerão tem ameaçado tornar a passagem intransitável em retaliação pelos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, numa tentativa de pressionar Washington através do impacto nos mercados energéticos globais.
No domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou à China e à NATO para ajudarem a reabrir a rota marítima.
Dados da empresa Lloyd's List Intelligence indicam que 77 navios atravessaram o Estreito de Ormuz na sexta-feira, desde o início da guerra no Médio Oriente.
Segundo a mesma fonte, a maioria desses navios pertence à chamada "frota fantasma", composta por embarcações que operam fora dos sistemas tradicionais de seguro e rastreamento marítimo, frequentemente utilizadas para transportar petróleo sujeito a sanções ou contornar regulamentações.
Desde 01 de Março, pelo menos 20 embarcações comerciais, incluindo nove petroleiros, foram atacadas ou reportaram incidentes na região, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO.
A Organização Marítima Internacional (OMI) registou 16 incidentes no mesmo período, oito dos quais envolvendo navios-tanque de petróleo.
Foto: depositphotos
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