O acordo de cessar-fogo entre o Líbano e Israel, negociado pelos Estados Unidos, representa uma nova oportunidade para pôr fim ao conflito e alcançar uma paz e uma segurança duradouras. A UE confia que Israel e o Líbano continuem as negociações diretas com um espírito construtivo", afirmou a chefe da diplomacia europeia num comunicado em nome dos 27.
Em seguida, Kallas instou "todas as partes a respeitarem plenamente os termos do acordo e a rejeitarem qualquer condição adicional imposta pelo Hezbollah".
Israel e o Líbano, com a mediação dos Estados Unidos, acordaram na terça-feira um cessar-fogo condicionado à cessação, por parte da milícia xiita libanesa, tanto dos seus ataques como das suas operações no sul do território libanês.
Por seu lado, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, criticou posteriormente as "humilhantes" negociações com Israel e defendeu que qualquer cessar-fogo deve ser "integral", garantindo que continuarão a responder aos ataques israelitas enquanto estes se mantiverem.
Além disso, Kallas salientou que o Hezbollah "deve retirar-se da zona a sul do rio Litani", acrescentando que Israel também deve abandonar o território libanês.
Afirmou também que a UE "continuará a apoiar o Governo libanês e está disposta a apoiar a aplicação de um acordo entre Israel e o Líbano".
Recordou que, na passada quinta-feira, o bloco europeu concedeu uma nova ajuda, no valor de 100 milhões de euros, a favor das Forças Armadas Libanesas, para que estas possam reforçar as suas capacidades e meios de defesa.
A representante europeia exigiu a Israel que "respeite a soberania e a integridade territorial do Líbano", tal como determinado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, e apelou também ao "desarmamento dos grupos armados não estatais", entre os quais se inclui o Hezbollah.
Neste contexto, condenou "veementemente" os ataques contra membros da missão de paz da ONU no Líbano (FINUL) na passada quinta-feira, nos quais morreu um capacete azul e outros dois ficaram feridos.
"O assassinato de membros das forças de manutenção da paz constitui uma violação do Direito internacional e deve ser objeto de uma prestação de contas completa", disse ainda.
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