Num comunicado, Aoun defendeu que o objetivo é alcançar uma solução semelhante ao armistício de 1949 entre o Líbano e Israel, sublinhando que não aceitará "um acordo humilhante".
Numa mensagem dirigida indiretamente ao movimento xiita Hezbollah, grupo apoiado pelo Irão e crítico do diálogo com Israel, o chefe de Estado libanês explicou que "não é traição" negociar para terminar o conflito.
"A traição está com aqueles que arrastaram o país para a guerra em benefício de interesses estrangeiros", disse Aoun, defendendo que esses atores devem ser responsabilizados.
As declarações surgem num contexto de tensões internas sobre a estratégia a adotar face a Israel, num momento em que decorrem contactos para tentar estabilizar a situação na fronteira sul do Líbano.
A 02 de março, o Líbano foi arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, quando o Hezbollah efetuou um ataque com morteiros a Israel, que a partir de então bombardeou intensamente o sul do país, primeiro com ataques aéreos e depois com uma ofensiva terrestre, com artilharia e blindados.
Israel e Líbano já realizaram duas rondas de negociações entre embaixadores, sob mediação norte-americana em Washington.
Estas negociações resultaram, inicialmente, no anúncio de um cessar-fogo de dez dias por parte do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que entrou em vigor em 17 de abril e foi posteriormente prolongado por três semanas após a segunda ronda de discussões.
Foto: depositphotos
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