Líbano vai participar nas conversações de Roma com Israel

PorExpresso das Ilhas, Lusa,12 jul 2026 10:14

O Líbano vai participar nas conversações com Israel previstas para a próxima semana, confirmou hoje um responsável, após uma delegação norte-americana ter iniciado conversações com o exército libanês sobre a retirada israelita numa zona no sul do país.

O Líbano vai participar nas conversações com Israel previstas para a próxima semana, confirmou hoje um responsável, após uma delegação norte-americana ter iniciado conversações com o exército libanês sobre a retirada israelita numa zona no sul do país.

A confirmação foi dada por um responsável libanês, sob condição de anonimato, em declarações à AFP, que confirmou que uma delegação militar norte-americana iniciou, em Beirute, conversações com o exército libanês sobre as modalidades de implementação da retirada israelita de uma das zonas-piloto no sul do país.

Apesar da mais recente trégua, em vigor desde junho, entre Israel e o movimento radical Hezbollah, apoiado pelo Irão, várias zonas do sul do Líbano foram hoje atingidas por ataques israelitas, segundo a agência noticiosa oficial libanesa ANI.

Sete pessoas ficaram feridas na aldeia costeira de Al-Mansouri, de acordo com a mesma fonte.

Nos termos de um acordo celebrado a 26 de junho, Israel deverá retirar-se progressivamente das zonas do sul do Líbano onde destacou tropas no âmbito da ofensiva contra o Hezbollah.

O acordo prevê que o exército libanês reassuma o controlo total de dois setores limitados, designados como "zonas-piloto".

"A delegação militar norte-americana chegou e iniciou reuniões com o comando do exército libanês para discutir os mecanismos de implementação da primeira zona-piloto, da qual os israelitas deverão retirar-se para permitir o destacamento do exército libanês", explicou o responsável militar, sob condição de anonimato.

"Este é o principal objetivo da delegação militar norte-americana no Líbano (...): traduzir o acordo-quadro em medidas concretas e assegurar a sua implementação", acrescentou.

Um responsável norte-americano, também sob condição de anonimato, já tinha adiantado, esta semana, que a primeira zona-piloto será estabelecida nos próximos dias, e as restantes estão ainda a ser delimitadas e preparadas.

O Comando Militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom) coordenará a implementação destas zonas com os dois países, segundo o mesmo responsável.

O acordo de junho, rejeitado pelo Hezbollah, não estabelece qualquer calendário para a retirada israelita.

As autoridades israelitas afirmaram que as suas tropas permanecerão destacadas numa "zona de segurança" com dez quilómetros enquanto o Hezbollah não for desarmado.

Na próxima semana, Israel participará, em Roma, na próxima ronda de negociações com Israel, país com o qual já realizou cinco rondas de conversações nas últimas semanas.

O Líbano, que não mantém relações diplomáticas com Israel, tinha até agora condicionado a sua participação nestas negociações à retirada israelita das duas zonas-piloto.

As conversações antecederão a visita do Presidente libanês Joseph Aoun a Washington, a convite de Donald Trump.

A redução dos confrontos no sul do país após o acordo permitiu que mais de 732 mil pessoas regressassem às suas casas, segundo um novo balanço divulgado este sábado pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA).

No entanto, cerca de 430 mil pessoas continuam deslocadas devido ao conflito, segundo a mesma fonte.

Foto: depositphotos

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,12 jul 2026 10:14

Editado pormaria Fortes  em  12 jul 2026 13:19

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